domingo, 9 de dezembro de 2012

Experimentos e experiências...

Todos, embora nem sempre com tanta determinação, temos convicções. 
Sabemos o que queremos e o que gostamos, assim como sabemos o  que não queremos e o que não gostamos.

Convicção de não gostar de algo sem ter experimentado, sempre deixa a sombra do "e se" no pensamento.

É claro! Não preciso comer coco pra saber que é ruim, mas nem tudo que não gostamos é tão péssimo quanto coco e é ai que mora o perigo.

Sou adepta de viver a vida sem medos, sem neuras e sem arrependimentos. Ela está ai (e passa tão, mas tão rápido) pra ser vivida.

Mas, por que afinal, precisamos nos expor à decepção em nome da maldita "prova"?
Não gostamos, mas nos anulamos em função da curiosidade, e da possibilidade do "e se for bom?".

Muita coisa pode ser boa e a surpresa de perceber quanto tempo se perdeu não vivendo aquilo, é deliciosa.

Triste, quando o oposto acontece e ao invés do "e se", quem irá nos assombrar é o "eu sabia".

Faz parte da vida, faz parte de nossa história e faz parte de ser um tanto quanto otário fazer algo que no fundo GRITAVA que não seria legal.

Há momentos e momentos, mas há os que se tornam sem dúvidas, desnecessários. 

Anyway, life will go on!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Destino.. ou não

Nos conhecemos de um jeito engraçado, inusitado eu diria. 
Aos poucos, surgiu uma amizade bacana. Papo vai, papo vem, acabamos nos afastando. Faculdade, trabalhos, problemas pessoais e vez por outra eu lembrava dela e mandava um e-mail. 

O jeito meigo de sempre abordar assuntos, a inteligência evidente e uma pitada (bem generosa) de uma personalidade marcante, abriram um espaço no meu coração, onde mesmo com a distância natural quando nos tornamos adultos, havia presença. 

Resolvemos enfim, após uns 2 anos de liro liro nos encontrar. Hehe. Começava uma saga. 
Aniversários, imprevistos, mal estar, chuvas, trânsitos, hospitais, disco voador, dinossauros e tudo mais que se possa imaginar atrapalharam nosso planos. 

Enfim, nos conhecemos, nos abraçamos, rimos a beça, trocamos algumas confidências e todo o carinho que sempre existiu, parece ter vindo a tona em forma de uma amizade de infância que nunca aconteceu. 
A cada dia, a cada conversa, a cada sms, (cada vídeo do Marilyn Manson que só eu achava que gostava rs) me surpreendo com o mundo de afinidades, vontades, sonhos, angústias e lamentações que parecem sair de um só coração. 

Que seja forte e duradoura, assim como o carinho que sustenta esse laço. 

Kat. Fica aqui, minha forma de agradecer pela presença sempre constante, pelo zelo, carinho e preocupação e acima de tudo, por ser essa pessoa nada menos que, maravilhosa que você é. 

Gosto de uma frase que diz assim: 
"Amigos a gente não faz. Amigos a gente reconhece". 








terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Um trecho, várias sensações



Minha voz esta rouca por causa das inoportunas lágrimas contidas – não vou chorar. Dou um sorrisinho.
Quando me afasto, sinto um aperto no peito, as lágrimas começam a brotar e engulo um soluço. Logo, elas estão escorrendo pelo rosto e eu realmente não entendo por que estou chorando. Eu estava me segurando. Ele explicou tudo. Foi claro. Ele me quer, mas a verdade é que preciso de mais. Preciso que me queira como eu o quero e no fundo, sei que isso é impossível. Só estou perturbada.
Nem sei em que categoria colocá-lo.
A ideia de não tornar a vê-lo é angustiante. Como ele virou uma obsessão pra mim tão depressa? Não pode ser só sexo... pode? Limpo as lágrimas. Não quero analisar meus sentimentos por ele. Tenho medo do que vou descobrir se fizer isso. O que vou fazer?


Trecho de “50 tons de cinza” e uma das tantas linhas em que me identifiquei. 

Com a maré...


Dia desses um amigo perguntou em dado momento qual era meu signo.
“Câncer” – respondi meio surpresa.
E mais surpresa ainda fiquei, quando veio a segunda pergunta:
- “Qual a característica mais marcante do seu signo?”

Well, Well, obvio que fiquei sem reação! Não sei se por achar engraçado um homem falando sobre isso, ou se pela hora em que foi falado.
Interesso-me por signos. Não que sejam verdades absolutas escritas em folhetins, mas gosto das características, dos elementos, afinidades e coisas que me fazem rir ao me reconhecer ou reconhecer pessoas que me cercam. Logo, leio sempre sobre isso e não seria difícil ter respondido, mas fiquei pensativa e hoje, consegui chegar a uma conclusão.

Ser como as marés ou como as fases da lua é a característica mais marcante.
Posso ser marola ou posso ser um tsunami, lua minguante ou lua cheia, em um só dia, em horas ou minutos. O céu e o inferno brincam sobre quem tem mais espaço aqui dentro.
Oscilei de humor entre o riso incessante no dia, ao choro de apertar o coração, sem motivo na madrugada.
Um mar de emoções.
Da doçura, ao mais bruto sentimento, eu vou. Sem pensar, somente por sentir.
Sentir! O verbo que deve reger.
Eu sinto e tudo parece tão maior do que realmente é.

Do símbolo que ilustra: um caranguejo, fica a carne frágil e macia (que poucos – ou nenhum- alcançaram), protegida pela grossa casca e pinças afiadas.

Escrevendo sobre isso, lembrei-me de um poema, que muito traduz tudo que disse antes:

“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre”.
Clarice Lispector

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Projeções...

Mania das pessoas de projetarem TUDO no outro. 

Frustrações de amores antigos, projetados em novos amores. 
Medos do passado, projetados no futuro. 
Situações que magoaram, em situações que ainda nem aconteceram.
Inseguranças que já foram, em momentos que são seguros. 

Projetar emoções, sentimentos, dúvidas, sensações, nos cega.
Faz com que deixemos passar despercebido coisas novas, por que carregamos demais tudo com o pesar do que já sentimos. 

Não é por que uma experiência não foi bacana, que necessariamente a próxima também não será. Liberar o coração, abre espaço pra coisas novas! 

Projetar no outro, nos prende às teias do passado. E é ai (que embora a ordem não importe muito), que a vida fica mais ou menos assim:

projeções, frustrações, decepções, desilusões, imperfeições, insucesso, mágoa, rancor, mais projeções e o ciclo só aumenta. 




Não projete no outro a dor que não é dele. Nem coloque em meu caminho, as pedras que fazem parte do seu. 





terça-feira, 30 de outubro de 2012

De volta ao planeta dos macacos

Meses se passaram e enfim, a vontade de escrever me acomete.
Sem tema específico, mas pensando muito sobre rotina, correria e o jeito como as pessoas simplesmente não prestam atenção no outro e não tem mais tempo para bons momentos. 

Andando na estação Consolação, reparei nas esteiras rolantes. Qual o sentido?
Fazer com que as pessoas andem mais rápido? Com quem tenha mais pressa? Com que simplesmente quase atropelem as demais?
Pressa pra que? Correm de que e para onde?

Paciência, atenção e carinho vão ficando de lado e dão lugar a correria, ao descaso e assim, o acaso é que no fim, todos precisarão parar. 

Talvez em razão disso, a velhice se torne tão sofrida. Esquecemos de aprender a importância de parar.



terça-feira, 24 de abril de 2012

Fones de ouvido

E fico a ver pessoas e mais pessoas, um mar de gente, oceanos quiçá... tão unidos em meio a metrópole fervorosa, tão distantes, perdidos em seus próprios mundinhos.

Eu também (e por que não) me isolo. Não há companhia melhor no metrô lotado já as 6h e pouco da manhã, que meu fone (todo quebradinho) e minhas belas músicas. Nele toca de tudo: de A-há e Cindy Lauper à Pantera e Metallica. Ouço de tudo, só não ouço palavras doces. Não me lembro de ouvir as palavras mágicas: "por favor, com licença e obrigada".

Com base em minha boa educação, sempre que consigo me sentar procuro em minha volta quem esteja com bolsas ou sacolas e ofereço carregar. Não me faz mal, nem causa incomodo e a locomoção fica mais fácil há quem está em pé, assim como "segurar-se" fica mais seguro para quem precisa carregar muitas coisas, mas, é tão difícil ver isso... O que vejo mesmo são as pessoas, seus fones e nada além daquilo (pelo menos na cabeça delas).

A pergunta que fica é: até onde iremos chegar em um mundo tão cheio, e ao mesmo  tempo tão vazio?
Uma antítese complicada e tão triste.

Hoje, vi um mar de gente na Estação da Luz, mas, me vi sozinha em meio a pessoas que pisam em cima de você, mas, não sabem dizer: "com licença".


O mundo me parecia mais legal, quando ouvidos ficavam abertos. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Valores invertidos

Não comprei ovo de páscoa e no que depender de mim, essa roda não gira. 
Não sou azeda, nem nada do tipo, só não entendo certas coisas... 

Tento, tento, tento e não consigo encontrar explicações que sejam plausíveis para certas crenças.
Que fique claro que embora eu não entenda, eu respeito, ok?!

Mas, juro que não entra em minha cabeça (meio confusa, confesso) qual o propósito do "jejum" de carne, chocolate, cigarro, cerveja, pinga (e muitos outros absurdos que já vi). Não seria mais aproveitável fazermos um jejum de má vontade, de falta de respeito, de desamor, falta de atenção, inimizades, mágoa, rancor...

Seria muito mais "cristão" fazer um jejum mais ou menos assim: "Durante 1 ano não vou falar mal de ninguém" ou "durante esse mesmo ano não vou machucar meu corpo com sentimentos sem sentido". 
Não entendo a inversão total de valores, onde um pedaço de carne (que as pessoas comem durante todos os outros dias do ano), vale mais que um bom e limpo caráter. 
Não entendo o porque de promessas, já que "Deus" não é um barganhador. 

As pessoas precisam URGENTE rever o que realmente importa, por que deixar de comer carne por 40 dias, uma semana ou uma sexta-feira, e querer a caveira de alguém ou algo que o valha me parece sujo demais, coisa que nem o maior dos jejuns limparia. 

Bora pro rodízio sexta-feira?


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Muito mi mi mi e pouca ação.

Foi assim que soltei meu desabafo no facebook. 
Tem dia que as pessoas me parecem mais idiotas do que são e não suporto quando me fazem sentir idiota. 
Algo aconteceu, me chateou e como sempre, me serviu de "observatório humano". 


Algo tão besta, tão fútil e sem importância, toma proporções imensas e sem sentido. 
Alguns tem o "dom" de complicar o que é naturalmente descomplicado.
Poetizar demais as coisas, querer deixar muito lírico. Para!
Ai vem a parte que observei rs e que faz jus ao título do post: "é muito mi mi mi e pouca ação". 
Preocupam-se mais em polemizar do que agir. Xingar do que fazer. Dar chilique do que   tentar resolver. 


A pessoa prefere, apontar o dedo na cara de alguém e lhe enfiar os defeitos goela abaixo, do que fazer sua parte. 
É tudo muito simples:
Cada um faz sua parte e a roda gira. Mas, ao invés disso, é melhor ficar no nhem nhem nhem e deixar a ação de lado. 


Major Rocha, no Tropa de Elite, diz uma frase célebre que uso de lema pra muitas coisas, desde então: "Quem quer rir, tem que fazer rir". 
Assim é a vida, e é assim que as coisas fluem. 
Claro que de dentro de um quarto, olhando o mundo pela janela, não é possível perceber isso. 


Percebo as pessoas cada vez mais "falantes" e mais passivas. Não sei se usei o termo certo, mas, de fato, só vejo reclamações. 
Um exemplo? Verão. Desde que o mundo é mundo, é a estação mais quente do ano. Moramos num país tropical, de temperaturas altas. 
Há alguns anos, as temperaturas sobem mais e mais, El niño, efeito estufa, camada de ozônio comprometida, tempestades solares... tudo isso acontece. Então, que raios, adianta ficar resmungando do maldito calor?
A gente brinca, que o capeta climatiza a Terra, etc, ok. Mas, tem gente, que vive de reclamar. Se tá calor, é porque tá calor. Se frio, idem. 
Pega um ventilador, pega um gelo, pega um ar condicionado, um cobertor, um aquecedor, qualquer coisa, mas, FAÇA.


Falar sempre nos fez bem, mas, só falar sem agir, faz de nós papagaios, gralhas e qualquer outro animal falastrão.




Ciúme: tempero das relações. Será?

Sempre vi o ciúme como algo muito ruim.
Talvez por que tenha crescido num lar, onde acompanhei de perto a relação extremamente saudável de meus pais. Minha mãe é muito tranquila e absorvi bem parte deste "ensinamento". 

Vivi em uma de minhas relações uma fase de ciúme extremo, quase uma possessão. Hoje, quando lembro, me vejo quase como uma "louca". Checava e-mail, celular, carteira, mochila e tudo mais que podia de meu parceiro. Isso virou um vício e em seguida, uma rotina. Havia um "ritual" diário de checagens. Eu só abria meu e-mail, após abrir o dele e verificar caixa de entrada, saída, lixeira, rascunho... Doentio!

Serviu de grande lição. Aprendi com isso, que quando somos ciumentos, acabamos ensinando a pessoa a esquivar. Ensinamos a mentira, a omissão e as escapadas. Digo isso com convicção de quem já foi a possessiva e a "possuída". 
Já ouvi as mais diversas justificativas, e digo que ciúme não deve existir nem "em equilíbrio". Não é um sentimento bom, não é sinal de amor e NUNCA foi sinal de estima pelo outro. 
Ciúme soa mais como egocentrismo do que amor. Amor é leve, é livre. Livre de amarras, de coisas ruins. 

Quer demonstrar estima pela pessoa amada? Dê carinho! Dê atenção! Dê afeto!
Esses são sentimentos verdadeiros e ligados ao amor. Esses sim, são sentimentos com temperança. 

Quer temperos pra sua relação? 
Posso receitar inúmeros, mas, 3 são bárbaros e infalíveis:
Respeito, compreensão e confiança. Nada deixa alguém mais "amarrado" ao seu lado que isso. 

Busque temperar não só as relações, mas, a vida, com elementos que sejam positivos. 
Querer usar ingredientes estragados e justificar que "podem ser bons" é tapar os olhos e gostar de ser cego. 
Não há nada de errado em deixar seu parceiro mais livre. Relações são laços e não contratos. É importante "respirar" sozinho de vez em quando. 
Faz bem, encontrar amigos e conversar assuntos de amigos. Isso não significa que haverá traição, falta de repeito ou qualquer outra coisa ruim. 

Ama-se de verdade e quando isso acontecer, você verá que o outro passa a ser livre. 
Não há sensação mais gostosa que saber que alguém lhe conta algo sem medo, sem mentiras, sem rodeios, sem omitir fatos. 
Relações saudáveis são livres de apego. 


Ninguém é proprietário do outro. As pessoas se unem por sentimentos mútuos. Você não compra um companheiro, então, não queira agir como se fosse dono. 
Ciúme nada mais é um veneno que se toma, querendo matar o outro.