terça-feira, 24 de abril de 2012

Fones de ouvido

E fico a ver pessoas e mais pessoas, um mar de gente, oceanos quiçá... tão unidos em meio a metrópole fervorosa, tão distantes, perdidos em seus próprios mundinhos.

Eu também (e por que não) me isolo. Não há companhia melhor no metrô lotado já as 6h e pouco da manhã, que meu fone (todo quebradinho) e minhas belas músicas. Nele toca de tudo: de A-há e Cindy Lauper à Pantera e Metallica. Ouço de tudo, só não ouço palavras doces. Não me lembro de ouvir as palavras mágicas: "por favor, com licença e obrigada".

Com base em minha boa educação, sempre que consigo me sentar procuro em minha volta quem esteja com bolsas ou sacolas e ofereço carregar. Não me faz mal, nem causa incomodo e a locomoção fica mais fácil há quem está em pé, assim como "segurar-se" fica mais seguro para quem precisa carregar muitas coisas, mas, é tão difícil ver isso... O que vejo mesmo são as pessoas, seus fones e nada além daquilo (pelo menos na cabeça delas).

A pergunta que fica é: até onde iremos chegar em um mundo tão cheio, e ao mesmo  tempo tão vazio?
Uma antítese complicada e tão triste.

Hoje, vi um mar de gente na Estação da Luz, mas, me vi sozinha em meio a pessoas que pisam em cima de você, mas, não sabem dizer: "com licença".


O mundo me parecia mais legal, quando ouvidos ficavam abertos.