domingo, 15 de maio de 2011

O valor de uma (boa) amizade.

Terça-feira foi um dia muito especial pra mim...
Tive a chance de rever uma amiga (grande amiga) e lógico, rimos muito, fofocamos muito e sim! Parecíamos duas loucas que não se continham de felicidade. 
Abrindo um pouco meu "livro" da vida, essa amiga, surgiu de forma meio tímida, ainda quando cursava o ensino fundamental (na 8ª série). 
De cara, percebi o quanto éramos parecidas. Mesmos gostos, mesmos problemas, mesmos conflitos, mesmos medos... tudo era muito parecido, mas, éramos adolescentes e creio que nessa fase todos acabam ficando meio parecidos de alguma forma. 
Os anos passaram, continuamos muito amigas até o 3º ano e depois por um tempo nos afastamos, quase não nos falávamos mais... "Viramos" adultas, as vidas tomaram rumos diferentes, eu fui fazer faculdade e ela teve um filho lindo, casou, depois, eu casei também, tudo mudou. 

Mesmo a distância nunca me fez deixar de pensar nessa pessoa, em nossa amizade, em conversas, risadas, situações que passamos, conselhos que trocamos, segredos que confidenciamos. Sentia-me triste e até um pouco magoada. Não entendia onde havíamos perdido o elo tão bonito, onde havíamos deixado todo aquele carinho e nossos pactos de amizade (sem ser de sangue por que é perigoso, lembra disso?rs). Onde deixamos de nos preocupar uma com o outra? Por que paramos de participar da vida da outra? Será que eu havia escolhido a "irmã" errada?
Quantas coisas eu perdi, e quantas ela perdeu, quantos conflitos eu não pude contar e nem ouvir, quantas broncas deixei de levar e de dar, quantas paixões ela não conheceu e nem eu, quantos medos não pude expor e nem saber, quantas lágrimas derramei sem ter um ombro pra me amparar e quantas deixei de enxugar, quantos segredos não pude confidenciar e nem ser a confidente e quantas risadas deixei de dar e de ouvir....

Ela muitas vezes foi minha referência, fez o papel de meu eu interior. Em meus pensamentos, sempre perguntei: "O que ela faria?" "Como ela conduziria isso?" 
Sempre me vi muito nela. Sempre pensei: "como podemos ser tão iguais?" Sempre lembrava-me de nossas besteiras, lendo cartas e acariciando minha memória....

Lembro-me de ter lido que "amigos são os irmãos que nos foi permitido escolher (em vida)". Pra mim, essa é uma das mais puras verdades e com base em minhas crenças, sei que somos mais do que "amigas". Sei que já vivemos muito mais coisas juntas.

Deixei toda a "culpa dela ou culpa minha" de lado e resolvi ir atrás, resolvi puxar papo, mandar um e-mail, uma msg no celular, falar no msn... Nossas vidas hoje corridas e não mais tão divertidas quanto nossas adolescências nos fizeram adiar vários encontros, até que na terça-feira decide que não poderia deixar passar a chance de te dar um braço, te dar um beijo, rir como louca de novo ao seu lado e dizer o quanto você é importante pra mim. O quanto te estimo e o quanto senti sua falta quando ficamos afastadas. 
Posso dizer disso que foi uma das tardes mais felizes deste ano e que prometemos não mais deixar a falta de tempo consumir algo tão puro, lindo e verdadeiro. Quanto tempo se gasta para mandar um sms? Um email? Fazer uma ligação só pra dizer: "Queria saber se está tudo bem"? 

Laila, não tenho vergonha de dizer que te amo, que te quero bem, que você tem suma importância em minha vida - em verde (rsrsrs brincadeirinha pessoal nossa rs) e que não quero e não vou nunca mais deixar o tempo ser nosso inimigo e nem te perder de vista. Sou seu Karma e serei até o fim dessa nossa existência! 



"A amizade é um amor que nunca morre". Mário Quintana.