domingo, 15 de maio de 2011

A arte de saber (re) conhecer-se

Nem todos sabem, mas, em minhas buscas atuais, cursos, formações, atendimentos, etc, tenho aprendido cada vez mais.
Aprendo sobre as pessoas, sobre defeitos, sobre falhas, medos, angústias, dores, traumas, vivências, mas, acima de qualquer coisa, aprendo cada dia mais algo muito importante: quem sou eu.

Ai, você que lê esse blog, pode pensar: "ahhhhh! Mas, isso é fácil, até eu sei quem sou". Ok!
Eu também sei! Eu sou a Talita, faço 25 anos no próximo mês, sou canceriana, emotiva e "mãezona" de todos, sou casada, sou terapeuta, tenho uma ótima família, ultimamente adoro o corte e a cor do meu cabelo, meus olhos são castanhos, eu estou gordinha (por que eu não sou, eu estou!). Sou afetiva, alegre, adoro rir, sou pau pra toda obra, sou amiga, sou sincera, falo o que penso, sou transparente e estou sempre disposta a tentar. Lindo!
Essa sou eu! Mas, essa sou eu superficialmente. Essa sou eu que todos vêm. Essa sou eu que todos conhecem.

Ai vou te contar, que por trás de tudo isso ai, existe uma pessoa que estou conhecendo agora.
Uma pessoa que muitas vezes é rude com outros ao seu redor... uma pessoa que muitas vezes não tem papas na língua (a ponto de deixar de ser honesta de forma saudável, e passar a ser agressiva), uma pessoa que em muitos momentos é arrogante, fria e que não aceita que cada um vive uma realidade,  tem seu próprio tempo  e busca aquilo que lhe faz bem... mesmo não sendo aquilo que EU acho correto e que EU não faria.

Conto pra vocês, que descobrir tudo isso, não é fácil! Que não é fácil olhar-se no espelho e admitir: "Ei, eu tenho defeitos (e muitos)... Ei, eu tenho essas características em meu interior, e elas são feias". "Aquilo que dizem é muito real e hoje vejo isso".
É duro demais admitir que falhamos, lembrar que erramos (como e porque). Pensar que já magoamos, que já  dissemos o que não devia e que já ferimos sem necessidade.
Dói ver que muitas pessoas não são exatamente como a gente sonhava, mas, perceber acima de tudo que eu também as vezes sou um pesadelo na vida alheia, dói mais ainda....

O fato todo e a parte mais importante, é que passar por todo esse processo de auto conhecimento, de limpeza interna, de REconhecimento (por que a gente sabe o que é, só não admiti), de olhar-se sob os olhos de você mesmo, como se eles estivessem fora de seu corpo é uma das melhores coisas da vida!

Dói, mas, é bom!
Admitir que erramos com alguém ou com nós mesmos e em nosso íntimo (mesmo que não façamos isso cara  a cara com fulano),  e perdoar-se por isso tem um efeito fantástico e devastador! Se perdoar é incontáveis vezes melhor que ser perdoado.
Admitir que: sim!!! Eu tenho defeitos, eu sou má as vezes e eu erro feio, não são motivos de martírio.

Reconhecer e admitir (a parte mais difícil) aquilo que nos faz mal, que nos deixa triste, que nos deixa insatisfeito e infelizes, faz com que a couraça grossa vá embora, com o que a gordura em excesso no corpo desapareça como num passe de mágicas, que o sorriso seja mais bonito e os olhos mais verdadeiros, brilhantes e expressivos. Deixa nossas expressões menos pesadas e tira literalmente o peso de esconder de nós mesmos aquilo que somos. E isso, todo mundo passa a perceber.
Eu me amo como sou, mas, quero amar-me ainda mais, sabendo que serei uma pessoa cada dia melhor, não baseada em padrões que o mundo me impõe, mas, com base naquilo que faz pra bem à mim mesma, usando como ferramenta minha própria filosofia de vida.
Hoje me amo e me aceito mais que ontem e quero todos os dias poder fazer essa afirmação, sempre mais!

Como disse, sou canceriana e aprendi que toda minha grossura, toda minha rigidez, toda minha impaciência e rispidez, são na verdade, como a casquinha do caranguejo, com a única função de proteger um corpo mole, sensível, frágil, sereno e cheio de amor... uma casca que permite que eu "não me machuque", que me defende, é um escudo.




Eu estou a fim de jogar minha casca fora e expor meu corpinho aparentemente frágil à mim mesma, e você?

Uma boa semana e um agradecimento à duas pessoas que em pouco tempo tornaram-se peças essenciais em meu quebra-cabeças. Sandra Cristina e Claudia Pivato. Não sei como, (ainda) não sei por que e não sei quanto, mas, vocês entraram na minha vida e mudaram tudo!