terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quando crenças começam a virar muletas.

Embora não entenda todas as crenças existentes por ai, procuro respeitar sempre as pessoas, por saber que, nem todas:
- conseguem entender de tudo;
- possuem cultura;
- tem acesso a informação;
- querem sair da zona de conforto;
- querem raciocinar a respeito de dogmas impostos (mesmo que, sem sentido);
- e nem todas querem as coisas citadas acima.

Acho que crenças deixam de ser sadias quando as pessoas deixam de buscar "caminhos", justificando a falta de atitude em coisas "da vida".
Pra exemplificar isso, quero falar de algo que ultimamente tem me incomodado muito: reencarnação.
Vejo cada vez mais pessoas adeptas a essa crença, mas, vejo pessoas ficando adeptas de forma errônea. Acreditar nisso? OK! Usar isso como justificativa pra tudo? Não!

"Não consegui emprego X por que não era pra ser".
"Estou com a doença Y por que é uma provação".
"A coisa B aconteceu, por que eu tinha que passar por isso pra resgatar uma dívida do passado".
"Vim assim por que assumi vir assim".

Essas frases me parecem mais balelas disfarçadas de crenças. As pessoas parecem que deixam de correr atrás de coisas simples, em nome de justificar que "tinha de ser assim". Será que tinha?
Será que se a acomodação não tivesse ficado tão intensa o resultado  não poderia ser outro?
Quando vejo essas coisas me recuso a acreditar em crenças que já tive, como essa. Algumas pessoas tem o dom de deturpar as coisas e usar tudo em benefício próprio. Usam Deus, usam fé, usam reencarnação, carma, pecado, e tudo mais que for bom pra poder ser uma desculpa e uma respostas a seus atos que de certa forma, podem estar errados. 
Sei que a fé é importante e já disse por aqui que respeito as crenças de cada um, mas, definitivamente nada irá cair do céu, enquanto você fica ai, sentado, com a bunda no sofá "pedindo" por coisas. 

Nem mesmo o universo, tão abundante colaborará, por que creio que seja preciso sempre uma energia de troca. Ele te dá, desde que veja movimento, vitalidade, ação. 

Usando o gancho de um belo ditado:

"Deus ajuda quem cedo madruga". 
Para bom entendedor, meia palavra basta. Para os que não querem entender, nem palavras duplicadas e desenhos. 


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vegetarianismo - Filosofia de vida ou hipocrisia?


Antes de mais nada, que fique BEM CLARO que não tenho nada contra quem é adepto do vegetarianismo, mas, não gosto do fato de alguns serem fanáticos e tentarem enfiar isso na cabeça de quem não é. 
Particularmente, não curto muito carne, mas, respeito ambos. 
Tudo no mundo tem a sua mais perfeita ordem e se os animais estão na cadeia alimentar, alguma razão há de ter. Mas, não é neste mérito que quero entrar. 

O que me deixa meio puta é o fato de que a MAIORIA dos vegetarianos usa a célebre: "quantas vacas morreram pra gente poder fazer um churrasco", por exemplo. 
Sei que presam a vida dos animais, mas, na atual realidade, a  não ser que larguem a vida moderninha que gostam de ter e vão viver no meio do mato, plantando a própria comida, usando roupa tecida de algodão puro e lavando suas peles e cabelo com sabão de coco feito de forma natural, é quase que impossível usar essa filosofia. 

Eu, como citei, não gosto muito de carne, mas, a razão disso é simplesmente por que quando como, sinto meu aparelho gastro intestinal lentíssimo. Minha digestão fica péssima e meu intestino - que funciona bem normalmente, fica preso. Logo, eu evito comer carne por uma razão fisiológica MINHA, e não por um ideal de vida que me parece um tanto quanto confuso... desta forma, o apelo de prezar pela vida dos animas, não cola muito, por que muitos que conheço (quase todos na verdade) não deixam de lado seus sapatos, bolsas e qualquer outro acessório de couro. Não deixam de mascar chicletes (que tem gordura de estômago de porco em sua composição).  Não deixam de comer açúcar refinado (que tem osso na composição - pra ficar mais branco). Não deixam de usar cremes e loções que contém o que? Acido úrico de vaca ou qualquer outro mamífero. 
Cera de Abelha, Geléia Real, Mel, Pólen, Própolis etc, também tem origem animal (a não ser que eu esteja enganada, e a abelha seja uma árvore), inclusive, para inseminar artificialmente as abelhas rainhas, é "tirado" esperma do zangão com o método cruel de esmagar suas cabeças. A decapitação gera um impulso elétrico tão forte que o animal ejacula.
Sem esquecer da Cortisona (muito usada em medicamentos importantes) que é um hormônio retirado das glândulas supra renais de muitos animais. 
Alimentos, cosméticos e outras coisas que contenham pigmento vermelho carmim, vem  da fêmea inseto de cochonilha esmagado. Segundo notícias, é preciso matar  70.000 besouros para produzir uma libra (quase ½ quilo) desta tintura vermelha. 

Os exemplos citados, são apenas algumas coisas que fazem parte do nosso dia a dia. 
Logo, na minha opinião, se você não é um vegano, não use o apelo de prezar pelas vidas animais. Diga qualquer outra coisa, mas, não diga isso, por que nesse caso ser vegetariano deixa de ser um estilo de vida  e passa a ser uma hipocrisia. 

Ser vegetariano pra ter uma vida mais saudável, com uma digestão e metabolismo funcionando melhor eu entendo, apoio e dou meu total voto de respeito, agora não me venha com nhem nhem nhem de que não come carne pra preservar a vida dos animais, enquanto sua bolsa é de couro, alguns artigos de vestuário usam penas e não deixam de lado seus cremes, shampoos e cosméticos. 



Portando, coma o que quiser, mas, não encham suas escolhas de argumentos filosofais, onde não há!

sábado, 27 de agosto de 2011


Tenho me permitido questionar diversas coisas e entre elas estão crenças, mitos e fatos que carrego desde sempre. 
Sinceramente, não entendo como as pessoas não conseguem fazer o mesmo. E não só não conseguem, como simplesmente não querem.
Aceitar verdades e tomá-las como absolutas me parece um tanto quanto absurdo. A verdade não é uma ciência exata, mas, sim, algo que está relacionado com valores, cultura e educação. Sendo assim, acreditar em vida fora do planeta Terra é uma verdade absoluta inerente à minha pessoa e pode não ser a sua. 

Questiono com o propósito de sair da "mediocridade" (para quem não sabe ser medíocre é estar na média, no meio, sem posicionamento) e percebo o quanto isso faz de mim uma pessoa até "incompreendida" por outras (não que eu me importe com isso, mas, é).

Se questiono a existência de Deus, na forma como ele é colocado em nossa cultura, estou virando ateia (e já ouvi ao expor minha opinião algumas vezes, a expressão: "ai credo").
Se questiono o fato de um ser que detém o amor incondicional e é pura misericórdia, ficar irado ou castigar pessoas que não fazem o que ele "manda", sou pecadora ou estou blasfemando. 
Se questiono o fato de um reles mortal ouvir minhas confissões e pecado e me absolver deles, corro o risco de ser linchada por ai. Isso não é respeito. 


Nunca aceitei promessas. Que coisa mais nonsense. Quer dizer que Deus é um barganhador? Ele te dá o que você quer, se você sei lá, não comer peixe por 1 ano ou for até a basílica de Aparecida levar uma espécie de oferenda? Que ser banhado no amor eterno é esse que colocam por ai, né?! Fazer promessas não entra em contradição com a própria imagem de Deus, Jesus ou qualquer outro ser iluminado? E as pessoas aceitam isso, sem ao menos questionarem coisas óbvias, como por exemplo: "O que Deus ganhará com isso?" ou "Será que precisa disso?"


Ainda essa semana um vídeo se espalhou pela internet. O Yudi (apresentador infantil) leva um "trote" da voz do google tradutor. É engraçado, eu dei risada, mas, fui procurar saber se era real e (não surpresa) não é. Foi uma montagem. Acontece, que as pessoas não fazem isso. Simplesmente, começam a espalhar aquilo como se fosse verdade e assim fazem com programas de TV, notícias, e tudo mais - vide o caso de "A guerra dos mundos" narrado por Oson Wells em 1938. 

Não quero com esse post atacar ninguém, nem tampouco desdenhar da fé de alguém. Cada um faz aquilo que acha certo. Cada um deve seguir as suas verdades, mas, por favor não comportem-se como ovelhas sendo levadas pelo pastor, sem nem ao menos saber onde irá e por qual razão. 

Questionem! Busquem respostas e parem de aceitar e engolir as coisas sem ao menos mastigá-las. No final, tudo isso poderá acabar em uma grande má digestão. 

Abaixo, um vídeo que adoro e vejo sempre que posso. Alguns nem se quer se darão ao trabalho de terminar de vê-lo, por que irão considerar falta de respeito ou babaquice, mas, quem se der esse trabalho, faça apenas uma única coisa: Reflita!




Por milhares de anos, muitos de nós tomamos isso ai de cima como verdade absoluta, sem se quer pensar nas possibilidades colocadas por George Carlin.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pessoas diferenciadas

Dia desses fiquei triste ao saber que um amigo muito querido sofre de depressão. 
Sei que esse é um "mau moderno", mas, ainda assim, ele é um diagnóstico bem triste pra quem tem e pra quem faz parte do meio.
Passei a analisar diversas pessoas que são meio down e um tanto quanto "deprês". 

Claro, que assim como em tantas outras coisas na vida há várias razões de ser. Penso que em alguns caso isolados seja essa uma fuga e uma forma de chamar a atenção de quem está a nossa volta, digamos que seja um apelo desesperado de quem não sabe como ter atenção, carinho, enfim... 

Mas, em algumas pessoas que se destacam de alguma forma (digamos assim), a depressão é inevitável, isso por que, todos ao redor começam a parecer medianos demais, sem argumentos, sem ação, sem questionamentos. 


Confesso que em minha nova fase, sinto-me um tanto quanto deprimida com as pessoas e de um modo geral isso não tem muito a ver com a forma como o governo conduz o país, ou como as pessoas estão violentas. É algo muito mais existencial, de essência, é algo que tem a ver com o ser, com a individualidade. 
Observo dia após e dia e vejo pessoas conformadas, cheias de cabrestos, cegas, que só sabem reclamar e não se movem, esperam que algo caia dos céus pra que possam viver melhor e na maioria dos casos usam "Deus" de muletas, diante destas pessoas, é muito comum ouvir: "Deus que quis assim". "É a vontade de Deus". "Se Deus quiser" e muito mais. 


Pessoas, é bacana ter uma crença, algo em que se apegar, ter fé, mas, é mais bacana ter fé em você! Quem faz as ações é VOCÊ!!! "Deus" (ou como queiram chamar - eu já não uso mais muito esse termo), pode ajeitar o caminho, mas, quem precisa caminhar e mover as pedras é você. 


Voltando ao assunto, a depressão na verdade nada mais é (em meu ponto de vista) algo que aflige pessoas extremamente inteligentes, maduras ou bem resolvidas que tem uma visão de mundo diferenciada e que por essa razão a convivência com o resto das pessoas vai se tornando amarga, dura, difícil... são os intelectuais solitários, que nunca encontram ninguém a "altura" pra que possam conversar, trocar idéias, debater e ser feliz e que, por essa razão vão se isolando mais e mais em seus mundinhos solitários e que frequentemente terão por companhia seus livros, as músicas de seus gostos e dias vazios. 




Atila, amigo meu, espero não se importar por ter usado você como inspiração. Eu realmente, fiquei um tanto quanto chateada por saber o grande diferencial que existe ai dentro (tão quanto o seu tamanho físico) abafado pela angústia da busca por alguém como você ser frustrada. 
Espero que você aceite meu convite (com cara de conselho rs). 
Força, garra e vamos sair dessa!!!



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta de confiança no outro... ou em si mesmo?

Pessoas que são autônomas (não importa o ramo) frequentemente sofrem com esse mal, essa "coisa" que as pessoas tem e que parece tornar-se algo mais e mais comum: a falta de confiança. 
Fulano vem, contrata um serviço ou compra um produto de uma loja virtual, dá um sinal ou paga antecipado com frete e ai fica achando que o serviço/produto não será entregue. 

Imagino que muitos casos onde lojas lesam pessoas e até mesmo profissionais (que pra mim estão mais pra charlatões) que acabam ganhando grana de enganar o cliente, sejam um dos grande motivos pra isso, mas, sempre tive um pensamento que talvez muitos não partilhem:
A pessoa desconfiada é aquela que "vive" isso de alguma forma. 
Sendo mais clara (e não me levem a mal, ok?! rs): quando vou contratar um serviço onde é preciso dar um sinal, eu me certifico, troco e-mails com o profissional e de repente, até faço um recibo desconfiança as condições combinadas e então, eu espero. 
Não fico pensando que a pessoa não cumprirá a sua parte ou que não irá me enganar trabalho e sabe por que? Por que eu não sou assim! Jamais receberia uma grana e não entregaria o serviço ou deixaria de entregar um produto que vendi em minha loja virtual. Logo, se não sou assim, eu não vibro nessa frequência e desta forma, acabo deixando o profissional mais livre pra fazer o que é preciso.

Eu sou autônoma e confesso, que me sinto hiper mal quando algum cliente demonstra desconfiança. É algo que dá pra perceber, dá pra sentir, dá pra notar (e muito) e ai me pergunto: a chance de "calote" não é 50 / 50?
Da mesma forma que posso não entregar o trabalho, a pessoa poderá não me pagar o restante, correto?
Contando um caso pessoal, certa vez, vendi pra uma pessoa 200 lembrancinhas de nascimento. Ela ficava em cima, pra saber se estava pronto, se eu ia entregar no prazo, etc. Combinei de levar à casa dela e já no ato pegar os outros 50% que faltavam. Chegando lá, subi ao apartamento e quem me recebeu foi a empregada (ela havia me dito que estaria lá). Ela recebeu, assinou o recibo e me disse que a Dna.... pediu pra avisar que me faria uma transferência ainda naquela tarde. Eu esperei e nada. Passou um dia e nada. Passou uma semana e nada. Tentei contato, ela não me atendia, não respondia meus e-mails... passou mais de 1 mês, quando ameacei tomar outras medidas (pois tinha todo o histórico da negociação), ela se manifestou (ó! Que coisa!). Ela me pagou, depois de muita canseira.  E ai me pergunto: ela desconfiava de mim quando me cobrava ou apenas não queria que eu fizesse como ela faz?

Pessoas, deixem as coisas rolarem nos conformes. Se você não é "bração" não precisa buzinar pra alguém que está avançando um pouco mais na esquina, senão, não consegue ter visão pra sair... ou não precisa xingar alguém pra se defender, assim, a pessoa não terá a chance de saber quem realmente é você.

Confie e desta forma, não fique jogando ao Universo a possibilidade de ser passado pra trás.
Fica a dica!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Viva o sexo oral! Por *Adriano Silva


Sem muito "trololó" um dos melhores textos que já li... copio na íntegra. Retirado da revista Nova. 

Viva o sexo oral!Por *Adriano Silva


“Não consigo entender homem que não gosta de fazer sexo oral na mulher. É um pouco como não gostar de chocolate, de sorvete ou de pizza. Conversar bem de pertinho com a xoxota (não me leve a mal, é um termo querido e carinhoso) da mulher amada é um desses prazeres absolutos que deveriam pairar acima das diferenças de gosto individuais, entrar no currículo de todas as escolas de ensino médio, constar na Constituição dos países como um direito inalienável – e, ao mesmo tempo, um dever cívico – de qualquer cidadão que se dê ao respeito.
A única explicação que encontro para a inapetência bucal de alguns homens – minhas condolências para o namorado ou marido que pertencem a essa estirpe – é que, no fundo, eles não gostam de mulher. São homens que se dizem heterossexuais e românticos, mas não amam de verdade o delicado e poderoso universo feminino. São sujeitos metidos a machões que no fundo gostam mesmo é de pêlos, músculos e testosterona. Se fossem romanos, viveriam nas termas com seus colegas centuriões, caçoando das mulheres, cercados de jovens mancebos seminus.
Acredito que homens assim costumam considerar as mulheres seres inferiores. Têm nojo de vagina. Sentem asco das umidades, das reentrâncias, das texturas, das sensacionais fragrâncias do corpo feminino. E enxergam submissão no ato de colocar a boca na genitália alheia. Por isso adoram ganhar sexo oral, mas dariam um testículo para não retribuir de jeito algum. E não raro fazem questão de ganhar o seu em pé, obrigando a mulher a se prostrar de joelhos à sua frente. Gozam mais com essa falsa sensação de poder e dominação do que com qualquer outra coisa. Um desbalanço, uma injustiça e um contra-senso contra os quais esta coluna se insurge indignadamente.
Eu sei, muitas mulheres, mesmo as modernas e independentes, ainda não se sentem completamente à vontade na hora de receber esse carinho. Aliás, de tão tensas, apreensivas e constrangidas, mal conseguem relaxar, curtir e sentir prazer. É o seu caso? Vamos lá... Você tem muito a ganhar perdendo a vergonha, sabia? Pare de achar que suas fendas, orifícios, curvas, retas e mucosas não são um bom lugar para um sujeito passear com sua língua. Eles são o paraíso! Posso garantir isso a você.
Não há nada mais encantador e saboroso, para o homem que sabe o que quer, do que a vulva, o clitóris, os aromas hormonais, a greta rósea, os pelinhos perfumados e sedosos. Afundar os lábios, o nariz, o queixo, o rosto inteiro nesses desvãos e esconderijos é a expressão máxima da excitação masculina, da doce entrega de um homem aos mil prazeres que só uma mulher pode proporcionar.
Poucas sensações no mundo são tão boas quanto baixar a calcinha da namorada, acredite. Sentir o cheiro quente e o toque macio daquelas carnes túrgidas e privadas, da intimidade alheia se abrindo inteira para você. Beijar com vagar e volúpia os pequenos e grandes lábios, carnudos, reluzentes, intumescidos. Lambuzar-se por inteiro nos líquidos cristalinos que só um gineceu pronto para o acasalamento sabe produzir – e sorver o seu gosto ímpar, raro, inesquecível.
Sexo oral é sofisticação do paladar, iguaria gastronômica, refinamento do olfato e de todos os sentidos. Sexo oral é quitute, é biju, é bouquet, é comida fina – não pode ser um tabu. Sexo oral é coisa de quem sabe viver. De quem é feliz e gosta de fazer feliz. Sexo oral é bom de ganhar e muito melhor de fazer. O homem que não souber disso não merece o chope que bebe. E não merece você."

Texto de Adriano Silva, jornalista e um profundo admirador do universo feminino. Retirado de uma Revista Nova bem velha.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Futebol, futebol e futebol

Isso mesmo!
Sem muitas delongas, esse é um dos principais assuntos nesse país. Em semana de jogo "clássico" então, nem se fale. 

As pessoas preocupam-se mais em provocar o adversário do que com que fazer coisas úteis da vida. 


Incomodam-se com comentários a respeito do seu time... well, well, well... 


Penso eu (e sempre pensei isso desde muito nova, por essa razão não suporto futebol) que uma cambada de idiotas briga, xinga, bate, e muitas outras coisas em nome de que? Em nome de um bando de patetas que ganham milhões em alguns casos (e mesmo quando não é, o salário ainda é bom) para jogar bola.... tipo, tem muito pai de família por ai que rala igual um cavalo de sol a sol, faz hora extra, afasta-se da família pra poder garantir um mínimo de conforto a ela (e ainda assim, muitas vezes não consegue) e não ganha o que um jogador de futebol ganha. 


Não bastasse isso, vemos esse pessoal (os jogadores) não terem o mínimo respeito por quem os mantém na roda viva - os torcedores. Não me esqueço do dia em que vi uns jogadores na twitcan e quando um torcedor criticou seu trabalho, ele simplesmente respondeu: "fulano de tal, o que gasto em ração para meu cachorro é bem mais que o seu salário"... (se não foi bem assim, foi quase isso). Ai fico me perguntando: como as pessoas ainda tem a coragem de ficar com idiotice a semana inteira (em alguns caso mais graves da patologia - o mês inteiro) de ficar se gabando que o Corinthians fez 5x0 ou que a Argentina saiu do campeonato (sendo que alguns dias depois o mesmo aconteceu com o Brasil, mas, enfim).
Ai compram uma rivalidade mais idiota ainda com os hermanos e se eu perder alguns minutos que seja perguntando pra quem "odeia" os Argentinos por que ele odeia, quero apostar alto como a resposta em muitos caso será: "não sei". 


Não quero com esse post dizer que as pessoas não devem assistir futebol, curtir ou algo do tipo, mas, há muitas (muitas mesmo) outras prioridades nesse "Brasilzão véio de guerra". 
Gostar do esporte, é bacana. Ajuda a relaxar, a entreter, é lazer, mas, fazer disso o motivo do assunto da semana é falta do que fazer, de pensar e é ser marionete de coisas sem sentido. 


Abaixo um vídeo do Marcelo Adnet. Comediante que acho foda. Uma "brincadeira" que ilustra bem o que quis dizer...







O Brasil é terceiro mundo. 
E será sempre enquanto a prioridade de um país for o futebol, o carnaval, a novela, a copa do mundo...
Se cada um perdesse METADE do tempo que perde com coisas inúteis, vibrando por coisas boas, o mundo já seria outro há muito tempo!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sinceridade. Por que dói tanto?

Fui criada numa família onde prezamos a sinceridade como uma das virtudes mais bonitas em um ser humano. 
Minha mãe abominava a mentira e lembro-me que as poucas vezes que tentei mentir, não deu certo rs. 
Por essa razão percebi que não tinha muto talento pra "mentirosa". 
Logo, eu era aquele tipo de filha que falava tudo que queria, que contava aos meus pais quando tinha um encontro com um ficante (existe isso ainda? rs), falei diversas vezes de meus sentimentos aos prantos durante os jantares, enfim, claro, que muitas vezes errei o tom, fui grosseira, arrogante, falei alto, levei uns tapas na boca por isso e já fui dormir sob a ameaça de ficar sem meus dentes haha ah meu pai! Palavras duras, olhar sincero carregado de informações. Não precisava mais nada, nenhuma agressão no mundo teria mais efeito que aquele olhar... 
De um modo geral adoro ser franca! Amo poder ser transparente, sem máscaras, sem meias verdades. 
De vez em quando eu adoooorooo causar polêmica ou falar algo que as pessoas discordam completamente. E não! Eu não faço isso pra ser do contra. Eu faço isso pra ver como as pessoas reagem, faço isso pra instigar as pessoas a pensarem, a olharem pra si e a sua volta. 

Mas, ai eu me pergunto sempre: por que raios a verdade incomoda tanto?
Hoje, já tenho algumas respostas, e por isso (confesso) me divirto ainda mais com reações do tipo: "Nossa! Como você é grossa!" ou "Nossa, como você é azeda."
Não! Eu não sou grossa, muito menos azeda! Obrigada!
Há uma diferença IMENSA entre ser grossa e ser sincera. A pessoa grossa fala coisas sem pensar, com o intuito de magoar, de forma ruim, a sincera, apenas diz a verdade. E se doer.. faz parte! Ninguém morre por ouvir uma coisinha aqui e outra ali.
Apenas sou uma pessoa que personalidade forte, que sei o que quero e acredito em MINHAS verdades. Se hoje, fazer a coisa X me agrada mais que a Y, então é isso que quero pra mim. Amanhã, se eu voltar a gostar da coisa Y, ótimo! Pareço inconstante? Legal. Já dizia Raulzito: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". 
Eu tenho aprendido muito com as verdades que ouço a meu respeito. Ouço, reflito e caso haja razão no que foi dito, eu esforço-me pra mudar ou pra mostrar ao outro que sou assim, e nesse caso, ame-me ou deixe-me.  
O "caso haja razão" é por que nem tudo que nos dizem é verdade absoluta, mas, gosto da filosofia de "onde há fumaça, há fogo" e por essa razão SEMPRE reflito, mesmo quando logo de cara eu penso: "Nem fudendo!!! Isso não é verdade. Eu não sou assim". 
Se eu não quero ir a um lugar, simplesmente digo: Hoje não. 
Se a comida de alguém não está tão boa: eu lhe respondo a verdade caso eu seja questionada. 
Se acho uma pessoa bonita, inteligente ou qualquer outra coisa: eu falo, sem medo de ser mal interpretada.
Se quero muito fazer algo: eu demonstro (caso não possa ser tão direta).
Se não gosto de uma atitude: alerto!
Se sinto vontade de chorar lendo um livro ou vendo um filme, eu choro litros! Se alguém achar graça, é por que no fundo queria poder ter a capacidade de chorar também. 
Se estou a fim de rir alto, eu rio! Por que ser feliz me consome tanto que não posso guardar pra mim.
Se acho que algo está errado eu dou minha opinião, concorda quem quer...
Não quero discípulos. Quero apenas por pra fora aquilo que penso. Por que aquilo que penso, faz parte de mim. 

Devemos valorizar cada pessoa que sabe ser sincera. Não é fácil! Pessoas assim não são tão queridas pela "sociedade", por isso, alguns preferem serem queridos à sinceros. 
Os sinceros nos fazem ver coisas que muitos "amigos" escondem atrás de sorrisinhos. 
A sinceridade faz bem a quem dá e a quem recebe. A quem dá tira o peso de guardar algo que não quer, a quem recebe é um tesouro, de valor inestimável, pena que ninguém vê.

Vi um vídeo agora, que veio bem a calhar:



Mantenhamos sempre a doce e engraçada sinceridade que tínhamos enquanto crianças. 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Religião - perdição ou salvação?

Passei um tempo sem inspiração pra escrever e hoje estive pensando nesse assunto meio "polêmico". 
Respeito as religiões, mas, não deixo de perceber o quanto muitos tornam-se cegos e alienados em nome de Deus. 


Particularmente, não sigo nenhuma. Acho que uma oração sincera, bem feita, de coração aberto e com todo amor, vale mais do que ficar enfiada numa igreja (ou seja onde for) reparando na roupa de fulano ou no carro de ciclano... Não estou com isso generalizando o tema. Sempre há os que vão pela verdadeira razão - encontrar Deus, mas, muitos perderam-se nesse caminho complicado. 


Conheço uma pessoa que vai à igreja religiosamente todo domingo e vale tanto quanto um bandido dos mais podres que se possa imaginar. Digo bandido, por que a essa pessoa rouba, engana, mente, sacaneia pessoas, da golpe do seguro, enfim... rs
Mas, está sempre falando de Deus, da importância da religião e não deixa de ir à igreja nunca. 


Algumas religiões descriminam quem não faz parte do "clube" e isso me faz pensar: Deus não ensinou amar ao próximo como a ti mesmo? Logo, se o próximo não frequenta a mesma igreja que você, ainda assim será parte de um infinito muito maior, não?!
Então por que ele não é considerado irmão nesse caso?


Gostaria de resumir o assunto com um texto que li num blog que sigo e achei simplesmente demais.
Nele é feita uma comparação entre religião e espiritualidade. Entendam que no contexto aqui, a espiritualidade nada tem a ver com espiritismo. Entendo que espiritualidade seja o modo de viver de quem busca alcançar a plenitude, seja sendo católico, evangélico, protestante, budista, hinduísta, etc, etc, etc..


Há centenas de religiões, cada uma se proclamando portadora da verdade e desqualificando as outras.
A espiritualidade é apenas uma, em exercício permanente e sem forma única.
A religião possui templos para louvores e adorações.
O templo da espiritualidade é o ser, o mundo, o universo.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que despertam.
A religião é para aqueles que necessitam de um código externo e precisam ser guiados.
A espiritualidade é para os que ouvem e praticam o embrião da consciência, a voz interior.

A religião é um conjunto de regras e dogmas, não admite questionamentos.
A espiritualidade te leva à reflexão, a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça, amedronta, impõe e cobra.
A espiritualidade procura, desenvolve, liga causas e conseqüência, serenamente.

A religião aponta pecados e declara culpas.
A espiritualidade aponta a ignorância e toma o sofrimento como ensinamento.
A religião reprime, condena e acusa.
A espiritualidade transcende, compreende e esclarece.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião determina formas.
A espiritualidade desenvolve conteúdos.

A religião não indaga, nem questiona.
A espiritualidade duvida, experimenta, observa e procura absorver..
A religião é crença.
A espiritualidade é busca.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é ligação e não tem regras.
A religião divide, secciona e discrimina.
A espiritualidade une, respeita e abraça.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade, você precisa buscá-la.
A religião necessita do (e determina o que é) sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado, em tudo.

A religião se alimenta do medo e da ignorância.
A espiritualidade se alimenta na busca e no desenvolvimento da consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com ser.

A religião ensina a evitar o mal por medo do castigo e fazer o bem por interesse na recompensa.
A espiritualidade ensina que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.
A religião é adoração e temor.
A espiritualidade é reflexão e amor.

A religião tortura o presente com os valores do passado, ameaçando com castigos no futuro.
A espiritualidade vive o presente, levando em conta as lições do passado, fazendo o plantio do futuro.
A religião condena e encarcera a natureza.
A espiritualidade desenvolve a consciência para tratar com a natureza.

A religião manda crer na vida eterna.
A espiritualidade nos permite viver a eternidade da vida.
A religião promete o encontro com Deus depois da morte.
A espiritualidade busca o encontro com Deus dentro de nós mesmos, a cada momento.

A religião determina e inquieta.
A espiritualidade desabrocha e aquieta.
Religião é tirania espiritual.
Espiritualidade é consciência existencial.







Boa semana!

sábado, 28 de maio de 2011

Amor incondicional - em 4 patas

Entre brincadeiras e vai e vem com minha amiga Claudia, começamos a falar de nossos amigos, mas, amigos que são pra lá de especiais.. os nossos "amicãos"...
Eles são grandes, dão trabalho, são sapecas, aprontam à beça e ainda assim, nós não conseguimos deixá-los de lado...

Vejo nos animais um amor incondicional. Um amor que não vê problemas, que não vê fronteiras, que não vê tristeza, não vê passado. Algo que nós ainda, "seres racionais" não sabemos fazer.

Dia desses, o meu Boss fez uma traquinagem daquelas... tinha acabado de lavar roupa. Pendurei as toalhas e lençóis cheirosinhos no varal e vim usar um pouco a internet. Quando passei pela janela não quis acreditar: Ele havia arrancado TUDO do varal, estava deitado em cima. Não bastasse isso, ele arrebentou o varal e comeu alguns pregadores... Em um momento (humano) de fúria, sai no quintal, peguei tudo de chão, e lógico dei uns tapas nele e gritei.
Emocionei-me ao ver o desespero que ele ficou, como que se entendendo que havia me decepcionado. Numa tentativa desesperada de fazer as "pazes", andava atrás de mim de um lado à outro... lambia minha mão, meu pé, pulava em cima de mim.. em seus olhos, era possível ver claramente a palavra: perdão... Coisa que muitas vezes não vemos nem entre nossos entes queridos..

Um amor incondicional, sem medo de amar, sem medo de apegar-se, sem medo de parecer "bobo" demais, sem medo de entregar-se. Apanha, é xingado, e ainda assim, está lá, sem mágoas, sem ressentimentos, sem mi mi mi... eles simplesmente, nos amam. Faça chuva, faça sol, frio, calor, dando atenção ou estando na correria, dando-lhes a melhor ração do mercado ou um restinho de comida.. estão lá, sempre dispostos a nos mostrar o que é o amor. Sentimento puro, livre de coisas tão humanas, livre de paixões...

Penso que cães são anjos de 4 patas... estão ao nosso lado mesmo que não possamos dar aquilo que eles querem. Talvez, estejam aqui para nos mostrar o que é o amor...

Observo sempre (e muito) e meu pequeno cinzento faz diversas manobras para que eu não o deixe sozinho no quintal. Planta-se em frente à porta e de lá não sai, implora por um pouco de amor, quer nosso bem a todo custo, enquanto alguns humanos "racionais" desejam nosso mal a qualquer custo.
Basta um olhar mais atento pra entender o que ele quer. Sinceridade... amizade...

Pessoas!!! Aprendam a amar, a serem sinceros, a serem carinhosos, plenos e fortes como os cães.
Sintam o cheiro do amor de longe e quando não sentirem rosnem...
Se a companhia não lhe agradar ou se agradar muito e lhes for essencial para viver: demonstrem...


Aprendamos com os cães (gatos, passarinhos, jacarés, cobras...) a sermos nós  mesmos, o que somos e fiéis sempre aquilo que sentimos...
Gil, o cachorro de chocolate e Boss o cãozinho prateado dos olhos verdes mais lindos e profundos....




Uma singela homenagem ao Gil (Gilberto), ao Boss e à todos aqueles que dominam o coração de humanos (i) racionais...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A importância de dar valor ao SER...

Hoje, tive a oportunidade de conversar um pouco com minha prima Tati. Sujeitinha "porreta" e das minhas... sem mi mi mi, sem lero lero. Preto no branco.. ame-nos ou deixo-nos. 
Essa deveria ser a postura de qualquer pessoa por ai, mas, o pessoal gosta muito de dar valor ao TER.
Ter carros bonitos, caros, muitas vezes que não gostam tanto, mas, que causam inveja no outro. 
Ter roupas bonitas, de marca, caras, só pra que outros possam olhar e pensar: "nossa ta podendo"... 


Enfim, valorizam demasiadamente o que é material, palpável, perecível... esquecem de cuidar daquilo que realmente tem valor, daquilo que nos faz ser o que somos de verdade, daquilo que conta na vida... o SER.


Aprendi que vou ser o que quero ser, o que sou realmente e se alguém não curtir, paciência. Não deixarei de ser feliz em nome de agradar à todos, menos a mim...
Usando a citação da Tati: "Sou responsável pelo que falo e não pela interpretação dos outros" (é isso?) rs.
Chega de guardar coisas que penso, que sinto, que quero. Eu quero ser mais eu, quero é ser feliz, ser leve, livre, e simplesmente eu. 


Cansei de seguir padrões, de seguir "verdades" sem contestá-las, de ter dó das pessoas, de ser julgada pelo que sou, pelo que falo, pelo que faço. Eu tenho nível superior, eu sou formada em comunicação social e sim, eu larguei tudo pra buscar o que me faria feliz! E digo mais: não perdi nada do que adquiri de conhecimento... conhecimento a gente não perde, a gente soma. Logo, tudo que já fiz, eu agrego ao que faço hoje. 


As pessoas esquecem de dar valor à sinceridade, ao amor. Esquecem que eu não preciso me anular em nome de agradar ninguém... nem meus pais, nem meus irmãos, nem o companheiro, nem amigos e muito menos inimigos! 
Eu tenho que ser o que sou e me respeitar acima de qualquer coisa. Você não gosta do que faço? Ok. te respeito, mas, eu amo! Então, continuarei fazendo. Continuarei SENDO... tudo aquilo que quero ser, tudo aquilo que preciso ser. 


Quem é, é, e não precisa provar nada a ninguém. Quem é bom, é. Quem é bacana, é. Quem é sincero, é. Quem é franco, é. Quem é amável, é. Quem é iluminado, é. Quem é abnegado, é. 
Os mais iluminados que passaram por esse mundo, abriram mão do ter para ser... Não quero pregar que seja preciso deixar tudo que é material, mas, é preciso que valores intrínsecos sejam maiores, sejam mais, sejam fortes e essenciais. 


Se você quer jogar tudo pro alto e ir em busca do que te fará feliz, meu conselho é que você vá! 
Não importa se o mundo todo ficará contra você. Jesus passou por aqui e agradou pouquíssimos. Buda largou sua vida de príncipe e contrariou à todos. Francisco de Assis, deixou pra trás toda a fortuna a qual tinha direito... todos em busca do SER.


E quem nos critica demasiadamente, é aquele tipo de pessoa que sente foto sensibilidade rs.
Tati, não perca NUNCA essa coisa linda que você já tem e que eu fui conseguir ter forças pra ter 10 anos a mais que você tem hoje! 






Sejamos!
E que seja já...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Negações...

Eu acho que tenho uma certa facilidade em "farejar" pessoas amargas. 
Desde que me entendo por gente, pra mim, aquela pessoa que fala muito: "Nossa, credo! Casar, eu? Nem morta!" No fundo está querendo dizer: "Aiiii eu queria tanto, mas, sabe o que é? Nunca apareceu pretendente, então, eu prefiro acreditar que não gosto". 
Não que não existam pessoas que prefiram viver solteiras pra sempre. Na verdade, acho lindo quando a pessoa reconhece isso em si e encara, ao invés de casar só pra agradar a todos, menos a si mesmo. Mas, na maioria das vezes não é isso. 
Normalmente, essas mesmas pessoas também odeiam crianças. "Filhos? Credo, nem pensar". 
Certa vez conheci uma pessoa que sempre falava sobre isso. Mesmo quando ninguém falava sobre esse assunto, ela dava um jeito de falar: "Filhos? Não! Nossa, odeio crianças. Nem morta, nem pensar".
Comecei a observar e achar aquilo meio esquisito, por que além da necessidade de falar sempre sobre isso, ela era professora. Os anos se passaram, nunca mais a vi e um dia, uma pessoa em comum comentou assim: "Nossa, eu tenho dó da fulana. O sonho dela sempre foi ser mãe, mas, ela teve um problema e precisou tirar útero ainda na adolescência". Achei aquilo bem triste, principalmente por perceber o estado em que a pessoa fica. A necessidade de se negar a cada dia, cada hora, cada momento.
Novamente repito: Lindo a mulher (ou o homem) que percebe que não tem o "dom" paterno / materno e não põe filho no mundo pra ficar às traças. 

Ai você vê aquela pessoa que sempre que sai o assunto "sexo" na rodinha, ela se cala, fecha a cara, e já vai dizendo logo: "não gosto disso, não gosto daquilo. Credo (a palavra mais idiota pra falar nessa hora, credo por que?)".
Nesse caso das duas uma: Ou a pessoa tem algum tipo de trauma e precisa se tratar, ou adora negar as coisas na frente dos outros, mas, vira as costas e é a maior pervertida do mundo. 
Nada contra as que não gostam da coisa e nem contra as pervertidas. Só acho que é um ato natural, faz parte da vida, da nossa natureza. 
O que tem de errado em gostar de sexo? Em assumir que gosta? Em fazer o que gosta antes de fazer o que o outro quer? Penso que muitas mulheres não devem "gostar" por que ainda não se descobriram. Por que querem fazer aquilo que o outro quer e esquecem de fazer aquilo que gostam, aquilo que querem.. Esquecem de falar o que desejam, o que pensam, como gostariam que fosse. Nada mais que isso!

Já ouvi muito: "A Talita só saber rir!" 
À essas pessoas tenho um recado: Eu não sei só rir! Eu também choro, eu também grito, eu também fico brava, eu também fico puta da vida, eu também sinto raiva, mas, quando isso acontece todos percebem, por que eu não me escondo atrás do meu sorriso! Eu não nego minha tristeza quando estou me sentindo triste com de sorrisos. Eu não finjo ser aquilo que não sou. Simplesmente por que não devo nada à ninguém que não seja tão somente EU. 

Pessoas, parem de negar-se! 
A quem vocês pensam que enganam? Ninguém! Nem vocês! Seu íntimo sabe o que você é e nessas situações, aposta que ele fica lá dentro falando: "Mentiroooosa!"

Não confundam não expor suas vidas com negação. 
Há pessoas reservadas (como eu sou) que se dão o direito de não expor opiniões por infinitas razões e há pessoas que se negam. A diferença é clara, basta observar!
A reservada, apenas se cala quando não quer falar sobre algo. A negadora grita, fala alto, odeia tudo e apenas quer ser ouvida. Apenas quer fazer com que todos acreditem que aquilo que ela fala é verdade, assim deve doer menos aceitar.

Se não nasceu pra casar, pra ter filhos, pra ter casa, pra se entregar, pra viajar, pra fazer comida, pra estudar, pra ser meiga, pra ser vaidosa, pra gostar de academia, pra dirigir bem e pra mais uma porção de coisas, não tem problema! Assuma-se! Mas, se por alguma razão seu sonho era ser sei lá, piloto de F1 e a vida não proveu isso, tudo bem! Não precisa falar que odeia dirigir só por causa disso, sendo que ai no fundo, bem lá escondidinho pode estar o maior piloto do mundo! E esse piloto pode ser que perca a oportunidade de correr na F1, por que o dia em que o dono da Ferrari estava do seu lado pensando que precisa de novos talentos, você afirmou: "eu odeio dirigir" por que não sabia que era ele. 



Aceite-se como você é e não tente provar ao mundo que você não é assim. 
Negar-se gera um esforço desnecessário. Pense nisso!

domingo, 15 de maio de 2011

O valor de uma (boa) amizade.

Terça-feira foi um dia muito especial pra mim...
Tive a chance de rever uma amiga (grande amiga) e lógico, rimos muito, fofocamos muito e sim! Parecíamos duas loucas que não se continham de felicidade. 
Abrindo um pouco meu "livro" da vida, essa amiga, surgiu de forma meio tímida, ainda quando cursava o ensino fundamental (na 8ª série). 
De cara, percebi o quanto éramos parecidas. Mesmos gostos, mesmos problemas, mesmos conflitos, mesmos medos... tudo era muito parecido, mas, éramos adolescentes e creio que nessa fase todos acabam ficando meio parecidos de alguma forma. 
Os anos passaram, continuamos muito amigas até o 3º ano e depois por um tempo nos afastamos, quase não nos falávamos mais... "Viramos" adultas, as vidas tomaram rumos diferentes, eu fui fazer faculdade e ela teve um filho lindo, casou, depois, eu casei também, tudo mudou. 

Mesmo a distância nunca me fez deixar de pensar nessa pessoa, em nossa amizade, em conversas, risadas, situações que passamos, conselhos que trocamos, segredos que confidenciamos. Sentia-me triste e até um pouco magoada. Não entendia onde havíamos perdido o elo tão bonito, onde havíamos deixado todo aquele carinho e nossos pactos de amizade (sem ser de sangue por que é perigoso, lembra disso?rs). Onde deixamos de nos preocupar uma com o outra? Por que paramos de participar da vida da outra? Será que eu havia escolhido a "irmã" errada?
Quantas coisas eu perdi, e quantas ela perdeu, quantos conflitos eu não pude contar e nem ouvir, quantas broncas deixei de levar e de dar, quantas paixões ela não conheceu e nem eu, quantos medos não pude expor e nem saber, quantas lágrimas derramei sem ter um ombro pra me amparar e quantas deixei de enxugar, quantos segredos não pude confidenciar e nem ser a confidente e quantas risadas deixei de dar e de ouvir....

Ela muitas vezes foi minha referência, fez o papel de meu eu interior. Em meus pensamentos, sempre perguntei: "O que ela faria?" "Como ela conduziria isso?" 
Sempre me vi muito nela. Sempre pensei: "como podemos ser tão iguais?" Sempre lembrava-me de nossas besteiras, lendo cartas e acariciando minha memória....

Lembro-me de ter lido que "amigos são os irmãos que nos foi permitido escolher (em vida)". Pra mim, essa é uma das mais puras verdades e com base em minhas crenças, sei que somos mais do que "amigas". Sei que já vivemos muito mais coisas juntas.

Deixei toda a "culpa dela ou culpa minha" de lado e resolvi ir atrás, resolvi puxar papo, mandar um e-mail, uma msg no celular, falar no msn... Nossas vidas hoje corridas e não mais tão divertidas quanto nossas adolescências nos fizeram adiar vários encontros, até que na terça-feira decide que não poderia deixar passar a chance de te dar um braço, te dar um beijo, rir como louca de novo ao seu lado e dizer o quanto você é importante pra mim. O quanto te estimo e o quanto senti sua falta quando ficamos afastadas. 
Posso dizer disso que foi uma das tardes mais felizes deste ano e que prometemos não mais deixar a falta de tempo consumir algo tão puro, lindo e verdadeiro. Quanto tempo se gasta para mandar um sms? Um email? Fazer uma ligação só pra dizer: "Queria saber se está tudo bem"? 

Laila, não tenho vergonha de dizer que te amo, que te quero bem, que você tem suma importância em minha vida - em verde (rsrsrs brincadeirinha pessoal nossa rs) e que não quero e não vou nunca mais deixar o tempo ser nosso inimigo e nem te perder de vista. Sou seu Karma e serei até o fim dessa nossa existência! 



"A amizade é um amor que nunca morre". Mário Quintana.

A arte de saber (re) conhecer-se

Nem todos sabem, mas, em minhas buscas atuais, cursos, formações, atendimentos, etc, tenho aprendido cada vez mais.
Aprendo sobre as pessoas, sobre defeitos, sobre falhas, medos, angústias, dores, traumas, vivências, mas, acima de qualquer coisa, aprendo cada dia mais algo muito importante: quem sou eu.

Ai, você que lê esse blog, pode pensar: "ahhhhh! Mas, isso é fácil, até eu sei quem sou". Ok!
Eu também sei! Eu sou a Talita, faço 25 anos no próximo mês, sou canceriana, emotiva e "mãezona" de todos, sou casada, sou terapeuta, tenho uma ótima família, ultimamente adoro o corte e a cor do meu cabelo, meus olhos são castanhos, eu estou gordinha (por que eu não sou, eu estou!). Sou afetiva, alegre, adoro rir, sou pau pra toda obra, sou amiga, sou sincera, falo o que penso, sou transparente e estou sempre disposta a tentar. Lindo!
Essa sou eu! Mas, essa sou eu superficialmente. Essa sou eu que todos vêm. Essa sou eu que todos conhecem.

Ai vou te contar, que por trás de tudo isso ai, existe uma pessoa que estou conhecendo agora.
Uma pessoa que muitas vezes é rude com outros ao seu redor... uma pessoa que muitas vezes não tem papas na língua (a ponto de deixar de ser honesta de forma saudável, e passar a ser agressiva), uma pessoa que em muitos momentos é arrogante, fria e que não aceita que cada um vive uma realidade,  tem seu próprio tempo  e busca aquilo que lhe faz bem... mesmo não sendo aquilo que EU acho correto e que EU não faria.

Conto pra vocês, que descobrir tudo isso, não é fácil! Que não é fácil olhar-se no espelho e admitir: "Ei, eu tenho defeitos (e muitos)... Ei, eu tenho essas características em meu interior, e elas são feias". "Aquilo que dizem é muito real e hoje vejo isso".
É duro demais admitir que falhamos, lembrar que erramos (como e porque). Pensar que já magoamos, que já  dissemos o que não devia e que já ferimos sem necessidade.
Dói ver que muitas pessoas não são exatamente como a gente sonhava, mas, perceber acima de tudo que eu também as vezes sou um pesadelo na vida alheia, dói mais ainda....

O fato todo e a parte mais importante, é que passar por todo esse processo de auto conhecimento, de limpeza interna, de REconhecimento (por que a gente sabe o que é, só não admiti), de olhar-se sob os olhos de você mesmo, como se eles estivessem fora de seu corpo é uma das melhores coisas da vida!

Dói, mas, é bom!
Admitir que erramos com alguém ou com nós mesmos e em nosso íntimo (mesmo que não façamos isso cara  a cara com fulano),  e perdoar-se por isso tem um efeito fantástico e devastador! Se perdoar é incontáveis vezes melhor que ser perdoado.
Admitir que: sim!!! Eu tenho defeitos, eu sou má as vezes e eu erro feio, não são motivos de martírio.

Reconhecer e admitir (a parte mais difícil) aquilo que nos faz mal, que nos deixa triste, que nos deixa insatisfeito e infelizes, faz com que a couraça grossa vá embora, com o que a gordura em excesso no corpo desapareça como num passe de mágicas, que o sorriso seja mais bonito e os olhos mais verdadeiros, brilhantes e expressivos. Deixa nossas expressões menos pesadas e tira literalmente o peso de esconder de nós mesmos aquilo que somos. E isso, todo mundo passa a perceber.
Eu me amo como sou, mas, quero amar-me ainda mais, sabendo que serei uma pessoa cada dia melhor, não baseada em padrões que o mundo me impõe, mas, com base naquilo que faz pra bem à mim mesma, usando como ferramenta minha própria filosofia de vida.
Hoje me amo e me aceito mais que ontem e quero todos os dias poder fazer essa afirmação, sempre mais!

Como disse, sou canceriana e aprendi que toda minha grossura, toda minha rigidez, toda minha impaciência e rispidez, são na verdade, como a casquinha do caranguejo, com a única função de proteger um corpo mole, sensível, frágil, sereno e cheio de amor... uma casca que permite que eu "não me machuque", que me defende, é um escudo.




Eu estou a fim de jogar minha casca fora e expor meu corpinho aparentemente frágil à mim mesma, e você?

Uma boa semana e um agradecimento à duas pessoas que em pouco tempo tornaram-se peças essenciais em meu quebra-cabeças. Sandra Cristina e Claudia Pivato. Não sei como, (ainda) não sei por que e não sei quanto, mas, vocês entraram na minha vida e mudaram tudo!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Lost generation?

Fico só de olho nas "novas gerações" e me decepciono. Não que eu seja super velha, mas, assim, na minha época, diversão era sinônimo de brincar na rua até tarde, brincar de boneca, andar de carrinho de rolemã com meus primos,  assistir tv era sinônimo de ver Família Dinossauro, Thundercats, Caverna do Dragão (e umas coisas mais de "menininha"), Punk a levada da breca e Blosson... (wow!)
Roupa de ir pra escola era uniforme, ou então, calça larga, camiseta mais larga ainda e tênis. Lembro-me de ter que voltar pra casa um dia que fui sem a camiseta do uniforme e tentei enganar a inspetora com a blusa de frio fechada até o pescoço (no maior calor).

Levando em consideração que os tempos eram outros - lógico - eu fui ter celular com mais de 16 anos... computador, eu usava tipo meia hora por semana só pra mandar e-mail...

Namorar eu comecei a namorar cedo (com 15 anos acho), mas, era tudo muito inocente, aqueles "namorinhos" de escola (que hoje o pessoal não deve nem saber o que é), que andar de mão dada e dar selinho já queria dizer que o cara era meu namorado...
Maquiagem??? Fui usar só quando eu comecei a trabalhar numa multi-nacional com 19 anos...rs

Não sei bem dizer se fatores como: ser diferente, ser criada hiper bem pelos meus pais e sempre conversar muito com eles sobre tudo (por que eles me enxergavam), ter sempre bons amigos e preferir ser culta a popular influenciam muito, mas, o fato é que vejo hoje meninas de 10, 11, 12 anos andando como se fossem mulheres: maquiadas, roupas que marcam o corpo, falando coisas altamente sexuais e usando a internet pra TUDO.
Ai me pergunto: Onde foi parar a inocência? Onde ficou perdido a coisa de crescer, entrar na adolescência, descobrir as coisas da vida aos poucos? De forma saudável, gostosa, e com aquele gostinho de "nossa estou virando adulta"?

Conheço crianças (com menos de 5 anos) que passam o dia (literalmente) em frente à TV. Onde foram parar os estímulos? A coisa de desenvolver habilidades cognitivas? As crianças hoje nem devem mais saber brincar de corre cotia, esconde esconde, pega pega, passa anel, elefantinho colorido.... não devem nem saber o que é um pogoball (eu pulava tanto no meu que minhas pernas doíam a noite) rs... E aquelas musiquinhas: "La em cima do piano, tem um copo de veneno, quem bebeu morreu..." Cadê????
Até os brinquedos e os desenhos são diferentes.

Não vejo mais meninas ainda na infância (com 9, 10 anos) usando roupinhas sei la, da Lilica Ripilica... Elas ja querem usar calça apertada, roupinhas transadas e da moda... geeeenteee

Os pais compensam sua ausência enorme deixando filhos livres pra tudo. A mídia envenena com balelas demais e coisas úteis de menos. Ir pra escola não é mais sinônimo de aprender, de estudar, etc, é sinônimo de paquerar, de pegar aquela gatinha ou gatinho. Não é exagero! Quem tem na família pessoas com idade de 11 a 17 anos, sabe!
As "crianças" hoje já se auto-intitulam "gays, lésbicas ou bissexuais". Não tenho nada contra, mas, falando por mim, que sempre fui muito mais madura que a média, com 15 anos eu não tinha condições nem de falar o que é amor, o que é respeito, o que é carinho e o que é tesão, eu mal sabia quem eu era... Como podem já se definir sexualmente? Hormônios à mil, cabeça pirando e uma inundação de informações desencontradas. Onde vamos parar assim?

Crianças super desenvolvidas... super "sexuadas"... e cada vez mais vazias. Pais cada vez mais relapsos, menos pacientes e fazendo-se de cego sempre mais.



#Tenho dó!

domingo, 8 de maio de 2011

♫ Rótulos (musicais) ♪

Desde que me conheço por gente, curto rock e suas ramificações (boas, lógico). Herança do meu pai (valeu!!!) em uma dessas fitas VHS de festa infantil, em meu aniversário de 5 anos acho, toca Metallica... ahaha.
Gosto de Metallica, Ozzy, Black Sabbath, System of a Down, Kiss, Deep Purple, Slipkont, Black Label, Dream Theater, enfim, só sonzera rs. Eu ouço por que eu gosto! E só.

Trabalhei numa agência à um tempinho atrás e comecei a sofrer "bullying" hahaha (o termo do momento) quando souberam que em meu fone de ouvido só tocava isso. Os meninos me chamavam de "Metaleira rozinha" ou "Metaleira florida" não lembro bem.. Sei que achei aquilo uma babaquice.
O por que da piada? Simplesmente por que não ando de preto, não uso coturno e não sou sujinha rs (brincadeira).

Enfim, achei aquilo meio bobo e um dia quando tive oportunidade de estarem todos reunidos e lógico me zuando (Ah lá! A Metaleira rosinha) sentei na mesa, olhei pra cara de um tonto que me irritava em específico e perguntei pra ele por que eu tinha obrigatoriamente que usar um tipo de uniforme ou fardamento simplesmente por curtir um tipo de som. Ele lógico, ficou de gracinha, desconversou e mudou de assunto.

Eu adoro sons pesados, meio que me alimento deles, mas, não é por isso que PRECISO estar caracterizada.
Não faço parte de nenhum grupo, não sou banger e sim, eu curto muito o bom e velho rock'n roll e metal.
Se eu tiver vontade de usar uma roupa rosa, florida, de bichinho, eu vou usar! E no meu fone vai continuar tocando Metallica!




Fazer cara de mau, andar toda de preto e ser cheia de tatuagens de piercings não fazem de mim mais "roqueira".
Como já disse, ouço por que gosto, e pra isso, não preciso me caracterizar de nada!

Um beijo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hipocrisia #Fail

A hipocrisia existe em todas as "áreas", mas, hoje quero falar sobre uma em específico.

Certa vez namorei um rapaz e sempre que conversávamos sobre ou eu perguntava, ele dizia que não achava ninguém bonita, além de mim (cof cof rs). Cacete! Sou a bruxa má da Branca de Neve agora?  Espelho, espelho meu.... rs
Achava aquilo beeemm estranho, por que assim, as vezes eu mesma falava: "nossa, olha que moça bonita" e ele falava: "não acho!" Mesmo sendo sei lá, a Angelina Jolie...
Não preciso nem dizer que o namoro terminou com eu sendo chifrada, ne?! Pois bem.

Ai me pergunto: Onde está o mal em achar outra pessoa bonita? Por que eu, ainda não sou cega e nem louca e sim!!! Eu acho outras pessoas bonitas mesmo sendo casada. Por que isso é uma questão de lógica. A pessoa é bonita ou não, independente de sua opinião ou de seu estado civil.
Nada mais lindo do que a sinceridade minha gente!
Eu penso da seguinte forma: Se passa uma mulher bonita ao lado do meu marido, por exemplo, ele vai ver e logo pensar (seja lá o que for rs), então, que diferença faz ele verbalizar isso ou não? Ele já pensou, já fantasiou, já imaginou, já viu! Virar pra mim e dizer: "Nossa, você viu que moça bonita que passou?" ou "Nossa, você viu o tamanho da bunda daquela mulher?" não muda nada! Pelo contrário, torna as coisas muito mais divertidas. Já ri horrores com isso!

Parem amigas de se enganar achando que seu respectivo não olha pra ninguém, não acha ninguém além de você bonita, não imagina coisas com outras, por que a verdade é pura e simples: a gente também faz isso...
E sinceramente, na minha opinião, isso não quer dizer que a pessoa te respeite mais ou menos. Isso faz parte do modo de vida humano. Somos humanos, pensamos e fantasiamos e ponto.
Ainda não inventaram (Ufaaaaaa! rs) nada que possa ler o pensamento alheio, nós não conseguimos ver os filminhos que passam na mente do outro, por isso, nada mais feio do que a pessoa dizer: "não amor, eu não penso nada disso" e na cabeça dela é o contrário. Ser "santo" só se for do pau oco, como dizia meu pai quando eu aprontava e falava que não tinha sido eu.

Pior ainda, é quando a mulher (ou o homem) estimula esse tipo de hipocrisia. Já presenciei pessoas comentando sobre a beleza de alguém, e o parceiro ficar muito puto. E ai????
E ai que essa pessoa é uma besta ao quadrado!
Wake-up!!! Você não é, nunca foi, e nunca será a pessoa mais bonita do mundo. Sempre existirá alguém melhor sob o ponto de vista de alguém, por que gosto, é pessoal, e como se diz não se discute.

Além do mais, eu acho que deixar a pessoa "mais livre" para admirar outras/outros evita puladinhas de cerca. A lógica disso é simples: se você "prende", a pessoa aprende a contornar as situações das mais variadas formas, esconde fatos e omite verdades. Logo, você estará sendo enganado (a) por escolha própria.

Eu, acho o Pep Guardiola lindo! Super charmoso e tal, MAS, isso não significa que eu vá sair daqui da minha casa, ir até a Espanha atrás dele pra tentar algo. Longe disso! Apenas acho ele um homem diferente e pronto. Nada muda em minha vida, nem do meu parceiro, eu continuo vivendo, sendo eu mesma, sem faltar nenhum pedaço e ele também!
Mesmo que um dia, eu encontre com ele em algum lugar por ai, eu SOMENTE acho ele bonito, nada mais que isso!

Viver sem muitas máscaras torna a vida mais divertida e tira um peso enorme das costas!
Imagine o quanto seria chato ser a unica pessoa bonita do mundo? Eu não aguentaria! rs



Beijos e bom final de semana (sem encher o saco do love por que ele deu aquela olhadinha de rabo de olho hein?!).