Percebi que a confiança é algo que não tem muita explicação.
São atos que levam a momentos e assim como a felicidade, não pode ser mensurada.
Digo isso por que me questionei várias vezes o por que passamos anos ao lado de uma pessoa e podemos nunca desenvolver a capacidade de confiar, enquanto que com outros, bastam apenas algumas palavras.
É como se houvesse um laço. Uma conexão maior e por isso, gosto de pensar na confiança sendo bem parecida com estar feliz. Simplesmente acontece. As vezes acontece e vai embora. As vezes nunca acontece.
Ponto.
A confiança pode ser traiçoeira e nos fazer rasgar o coração. Rasgar por que é muito mais que abrir. É muito mais que permitir que o outro entre. Quantas vezes abaixamos tanto a guarda que ficamos completamente vulneráveis? É assim e sempre foi. Por que o momento permitia e isso pode mudar.
Já confiei sentimentos à alguns, minha dor à outros. Meu amor, meu carinho, minha fé.
Já confiei momentos especiais e confiei tristezas. Confiei segredos. Já quebrei a cara. Mas, eu seguiria esse ciclo intempérie de novo. E de novo. E mais uma vez. Por que o momento me permitia.
Talvez eu confie com menos intensidade. Talvez eu confie desconfiando (adoro isso!).
E por falar em confiança, quero deixar aqui minha gratidão a 2 pessoas.
2 pessoas que no momento tem sido especiais.
Uma por que tem sido minha guia. O cérebro que as vezes me falta. O racional que quase sempre me esvai.
Quando me vejo arredia, beirando o selvagem, ela tem sido minha rédea. E ela me machuca! Ela é dura! Ela me fala parte das verdades mais doloridas que já ouvi. Ela já esmagou meu coração um bocado de vezes, mas ela fez isso para que ele se regenerasse e se pusesse novo. Passei por um processo de flor de lótus. Renasci. E foi do limbo que eu vim. Estou num desabrochar sem fim e devo isso à ela.
A outra tem sido meus ouvidos e meus olhos. Lê tudo que escrevo, ouve parte de mim que confiei mostrar a poucos. É a pessoa pra quem posso falar: "to morrendo de vontade de comer bolo de chocolate com coco " ou "to morrendo de tesão, preciso trepar". A pessoa pra quem eu mando vídeos bestas e pra quem conto baboseiras do dia-a-dia. Tem uma alma de moleca. Me lembra muito uma pessoa que tenho um carinho sem fim: eu mesma!
E flui tudo tão bem que é como se nos conhecêssemos há anos.
Ambas chegaram em minha vida, não tem muito tempo, mas elas chegaram e tomaram minha confiança de um jeito que me fez perceber que nada é mais intrínseco que isso.
Mari, Eli, exatamente nesta ordem, cada uma me preenchendo com um pouquinho do que tem pra dar.
Obrigada por fazerem parte do que um dia eu quase não quis mais chamar de vida.