quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A tampa do vaso

Eu sempre tentei entender a lógica acerca do mimimi da tampa do vaso. Sério!
Não que eu perca horas de vida pensando nisso. Não é algo existencial nem nada, mas acontece nos momentos em que a discussão vem a tona e meu único desejo é enfiar as duas mãos na boca e puxar em sentido contrário. 
Da uma preguiça danada essa guerra dos sexos, sabe?
Isso por que EU - eu disse EU em caixa alta, por que veja bem, isso é uma opinião pessoal, logo, dane-se se você não concorda. Não to aqui pedindo a sua. Estou apenas dando a minha. Então, EU acho que o trabalho do cara levantar a tampa é equivalente ao da mina abaixar. 
Existe uma teoria que se chama "equivalência lógica". Ela diz que duas sentenças são logicamente equivalentes se possuem o mesmo "conteúdo lógico". dãrrr!
Então, a não ser donzela chata, que você me diga que após usar o vaso, você levanta a tampa para seu parceiro não ter o trabalho de fazer isso. Afinal, seria justo! Você usa e levanta. Ele usa e abaixa. Acho equivalente (e razoável) não achar que a vida é terrível só por que você teve que abaixar a tampa. 
Não só que a vida é terrível, mas que o cara é um imprestável. Por favor, ne?!
Ha tantas coisas mais importantes a serem discutidas. Tantas coisas que merecem atenção de verdade. Tantas coisas que fazem diferença numa relação. Mas, normalmente as tantas coisas passam despercebidas, por que a pessoa está preocupada em apedrejar o coitado por que ele não abaixou a tampa. 


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Uma crônica qualquer

To aqui, ouvindo Joe Bonamassa e Beth Hart. Adoro esses dois! Puta que pariu!
Aliás, eu adoro blues. Acho sexy, sensual, carregado de emoções.
Ouvindo essas músicas eu viajo. Vou a outros planos e volto. Vou de novo e quero me perder por lá, mas a rotina me chama.

Enfim, antes que ela me engula, tava aqui confabulando com meu pensamento sobre alguns "homens". Entre aspas mesmo por que ainda não sei se fazem jus ao termo literal. Ser homem requer deixar o menino de lado. Mas, não é deixar o menino de lado sempre. É na hora de não ser babaca, como quando ainda frequentava a primeira ou a segunda série e se apaixonou por alguma professora querendo torna-la intocável.

Por todos os deuses (que você possa ou não acreditar), mulheres tem vontades. E falando por mim, são muitas! Não sou uma boneca, intocável e que precisa de cuidados. Tipo aquelas que falam: "me da amor?" "cuida de mim". Argh!
E não, querido meninão, não pense que por que eu puxei papo no meio da madrugada, eu estou caindo de amores. Nem por que eu disse que fiz algo pensando em você, eu queira namorar contigo.
Eu estou - assim como você fez ou faz muitas vezes - praticando a arte da conquista. E eu não preciso te conquistar para te ter pra mim. A conquista pode ser nada mais que algumas horas com você. E saiba usar isso a seu favor!

Não é um pedido de casamento, é uma porra de uma conversa em tom de putaria.
Por que, eu não quero um cara meloso que escreva poesias ou dedique músicas pra mim. Não quero alguém controlando minha vida. Nem tomando pra si o tempo que tenho dado exclusivamente à meus desejos, desafios e coisas novas que ainda quero realizar.
Eu quero alguém que morda minha orelha - e pode descer até o pescoço que derreto- e que saiba tirar meu sutiã de forma habilidosa. Que abra meu ziper e tire minha calça de uma forma que me faça pensar sobre isso depois. "Ohhh shit, como foi que ele fez aquilo?"

Eu quero alguém pra competir comigo quem aguenta mais cerveja. E não é qualquer cerveja. Eu gosto de Heineken. E que depois disso, faça o que quiser com o álcool no corpo. Dentro ou fora dele. Dane-se!
Eu quero aquele cara que possa olhar a lua comigo ou falar uma sequencia tão absurda de merdas que me faça ter câimbra no rosto. Aquele cara que tope uma viagem louca. Que se recomponha e comece de novo antes mesmo que eu tenha tempo de colocar a blusa por que está frio. E por favor, pra  que isso se realize você não precisa criar laços afetivos comigo.
O cara que vive tudo isso, provavelmente será o mais legal. Isso por que, ele não quer se achar o garanhão que ganhou seu coração.
Ele não vai entender suas mensagens com um tom que não tem e ele vai saber responder exatamente o que você quer ouvir.

Talvez ele te dedique uma música, mas ah! pode ter certeza que será aquela música que vai eriçar o menor dos pelos do teu corpo, por que vai te transportar exatamente pra onde ele queria que você fosse. E esse provavelmente é algo que fica entre a cabeça e os pés dele.
E se rolar uma poesia, nada mais vai ser que aquela mensagem caliente que te faz arfar.

Por favor, chatos de plantão, aprendam que nem todas as mulheres são malucas, carentes e querendo beber em sua fonte eterna-namorar-noivar-casar-ter filhinhos-netinhos-e morrer de mãos dadas.
Nãooooooooo! Pare de ser presunçoso.
Pode ser que do seu corpo, a última parte que eu queira seja o coração :)


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Algumas palavras sobre confiar

Percebi que a confiança é algo que não tem muita explicação. 
São atos que levam a momentos e assim como a felicidade, não pode ser mensurada. 
Digo isso por que me questionei várias vezes o por que passamos anos ao lado de uma pessoa e podemos nunca desenvolver a capacidade de confiar, enquanto que com outros, bastam apenas algumas palavras.
É como se houvesse um laço. Uma conexão maior e por isso, gosto de pensar na confiança sendo bem parecida com estar feliz. Simplesmente acontece. As vezes acontece e vai embora. As vezes nunca acontece. 
Ponto. 

A confiança pode ser traiçoeira e nos fazer rasgar o coração. Rasgar por que é muito mais que abrir. É muito mais que permitir que o outro entre. Quantas vezes abaixamos tanto a guarda que ficamos completamente vulneráveis? É assim e sempre foi. Por que o momento permitia e isso pode mudar. 
Já confiei sentimentos à alguns, minha dor à outros. Meu amor, meu carinho, minha fé. 
Já confiei momentos especiais e confiei tristezas. Confiei segredos. Já quebrei a cara. Mas, eu seguiria esse ciclo intempérie de novo. E de novo. E mais uma vez. Por que o momento me permitia. 
Talvez eu confie com menos intensidade. Talvez eu confie desconfiando (adoro isso!). 
E por falar em confiança, quero deixar aqui minha gratidão a 2 pessoas. 
2 pessoas que no momento tem sido especiais. 

Uma por que tem sido minha guia. O cérebro que as vezes me falta. O racional que quase sempre me esvai.
Quando me vejo arredia, beirando o selvagem, ela tem sido minha rédea. E ela me machuca! Ela é dura! Ela me fala parte das verdades mais doloridas que já ouvi. Ela já esmagou meu coração um bocado de vezes, mas ela fez isso para que ele se regenerasse e se pusesse novo. Passei por um processo de flor de lótus. Renasci. E foi do limbo que eu vim. Estou num desabrochar sem fim e devo isso à ela. 

A outra tem sido meus ouvidos e meus olhos. Lê tudo que escrevo, ouve parte de mim que confiei mostrar a poucos. É a pessoa pra quem posso falar: "to morrendo de vontade de comer bolo de chocolate com coco " ou "to morrendo de tesão, preciso trepar". A pessoa pra quem eu mando vídeos bestas e pra quem conto baboseiras do dia-a-dia. Tem uma alma de moleca. Me lembra muito uma pessoa que tenho um carinho sem fim: eu mesma!
E flui tudo tão bem que é como se nos conhecêssemos há anos. 

Ambas chegaram em minha vida, não tem muito tempo, mas elas chegaram e tomaram minha confiança de um jeito que me fez perceber que nada é mais intrínseco que isso. 

Mari, Eli, exatamente nesta ordem, cada uma me preenchendo com um pouquinho do que tem pra dar. 
Obrigada por fazerem parte do que um dia eu quase não quis mais chamar de vida. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sabe de uma coisa?

Eu ronco! Mas, eu ronco mesmo! Sabe ronco nível FFF - Com força, foco e fé? (quis usar esse bordão só por que está na moda) Então!
Isso é sempre um problema. Por que eu fico constrangida.
Sei la, bate uma neura. Tipo: vou dormir com alguém pela primeira vez. Porra! Não vou dormir bem. Vou ficar controlando o sono, por que não quero ser a motosserra que fica ao fundo do pesadelo do cara! Alias, isso acontece com você? Sempre que to dormindo e o telefone toca, eu ouço o telefone no meu sonho. Ele entra no contexto, saca? Coisa louca. Morfeu deve saber. Lembrem-me de falar com ele! Mas, então, voltando... eu ronco tão alto que as vezes eu acordo - com meu ronco! Me fala se você não se sentiria mal. Poxa!

Eu acho que isso acontece por que minhas tonsilas são enormes. Você sabe o que é tonsila? Nem eu sabia! Descobri ha pouco tempo quando fui ao médico pedir, por obsequio, que ela removesse minhas amígdalas. Ai descobri que agora amígdala é uma pequena porção do cérebro. Algo como "um grupo de neurônios". Perdi o foco. Então, minhas tonsilas (hahaha) são enormes. Sempre tive muita amigdalite (por que isso não passou a chamar "tonsilite"? Que confuso!) e certa vez, eu tive uma reação ao antibiótico. Elas incharam e ficaram pra sempre enormes. Pensei que tira-las poderia fazer com que eu roncasse menos, mas a médica me frustrou dizendo que o ronco tem mais a ver com maus hábitos, como respirar de boca aberta.
Depois que ela falou isso, eu passei a perceber que eu fico sempre de boca aberta. Ah! que saco! To lendo concentrada: boca aberta. To escrevendo aqui: boca aberta! Merda! Por que as pessoas precisam trazer as coisas pra nosso consciente? Tava bom lá, enquanto eu não sabia. Depois que percebi tenho que ficar me punindo mentalmente: "Afff Talita, fecha essa boca!". Soa tão agressivo, mas estou só sendo literal mesmo!

Eu sofro com gases também. Quase toda tarde fico com dores do ladinho da barriga. As vezes abro a calça e da aquele alivio, mas evito, já que um dia eu esqueci, levantei e sai andando pelo trampo como se não houvesse amanhã - de calça aberta. Ninguém é obrigado, né?! Mas, eu acho que tenho muitos gases por que eu não arroto. Mas, que ser humano incrível sou eu! Peido, ronco, mas não arroto! Nunca consegui fazer aquele arroto forçado engolindo ar. Minha irmã perdeu a paciência quando eramos criança, tentando me ensinar. Não tenho culpa, eu não arroto mesmo, nem se tomar 5 litros de coca-cola. Nesse caso, eu explodiria, por que nem a calça aberta daria conta.
Isso me lembra uma amiga, a Kelly! Adorava quando trabalhávamos juntas, por que a gente tinha essa sensação inconveniente quase sempre. Adotamos até um apelidinho à época: "gueisis". Uma forma mais americana de falar gases, já que ela adora os "United States", como sempre dizia.

Falando nisso de nostalgia, senti falta da minha amiga Cris também. Dia desses fiz uma piada aqui no trampo e o pessoal riu, mas ficou com aquela cara de ué. Sabe essa cara? Tipo, to rindo, mas não sei por que. Então, a gente tinha umas piadas internas. Quando algo era muito absurdo, a gente se olhava e imitava o gato do gif "queeee??". Já viu esse gif? O gato com sombrero. É incrível! Eu adoro gifs! Ainda sonho em trabalhar em algum lugar onde eu possa responder os e-mails com gifs animados. Por falar em gif e da Cris, lembrei dos gifts no banheiro. Tinha alguém que sempre mandava o número 2 e não dava descarga. Quando levantávamos a tampa do vaso, tinha o que? Um presentinho!! haha

Sabe de uma coisa? Eu adoro abraços! Serio! É algo que me revigora. Sou meio fria e seca, como minha mãe sempre gostou de reforçar (querendo que eu fosse melhor, claro), mas eu adoro abraços. Não sou muito de falar coisas amorosas, mas abraços... hummm. Eu também sei fazer massagem. Massagem é uma coisa tão boa que não deve ter um único ser que não goste.. não! Péra! Eu conheci um, sim, mas não vem ao caso. Bom sujeito não é.

Por falar em minha mãe, em nostalgia, o que gosto e não gosto. Eu comecei a fazer análise ano passado. Me senti meio estranha quando deitei no divã e tive que falar olhando pro teto. Eu gosto de conversar olhando no olho. Superei essa limitação. Ai a terapeuta, sempre me fazia perguntas que me encurralavam. De novo, trazendo coisas pro meu consciente! Droga! Era mais fácil e cômodo achar que era vítima e não causadora de um monte de situação.
Mas, foi bom! Eu percebi que com quase 30 anos nas costas, me comportava igual uma menina de 10 quando precisava falar com meu pai. E que grande parte das coisas que eu percebia nele, eram apenas projeções minhas. Ele é um puta pai! Fica meio feio falar assim, ne?! Não gosto de palavra feminina que se emprega com masculina, mas se usar um "puto pai" vão achar que ele é fulo da vida. Ele é, mas é um amor. E um pai que eu não trocaria por nenhum outro pai do mundo.
Freud explica, amigos.
Eu adoro essa frase. Sabe de uma coisa? Eu adoro psicanalise também. Ainda penso um dia em estudar e seguir esse caminho.

Sabe da última coisa? Eu vou parar de escrever aqui. Tem muita coisa que você não sabe! Nem eu. Aliás tem um monte de coisa que eu não quero revelar.
Adoro ser um mistério, só que não consigo haha.