quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sobre abrir armários, desapego e liberdade. Vem!

Descobri uma grande verdade sobre se sentir livre, leve e feliz.
O segredo está em abrir os armários. É, bem simples assim.
Você acorda um dia, abre os armários, da aquela olhada em tudo que está lá.
Muitas coisas sem uso, outras tantas quebradas, algumas delas rasgadas ou consertadas de forma que não funcionam ou sirvam mais adequadamente. Tem aquelas coisas que já não servem mais. Algumas delas são exageradamente grandes, outras apenas pequenas, mas todas elas tem algo em comum: ocupam um espaço que não deviam.

Feito isso, vem a parte não tão fácil. Você olha aquela peça que não serve mais, mas pensa em guardar mais um pouco. Quem sabe daqui um mês ela possa servir?
Tem aquele negocinho que está trincado. Já nem tem mais tanta utilidade, mas poxa, é tão bonitinho!
Hora de desapegar! Sim! É um tanto quanto ruim deixar as coisas irem, mas deixa-las ir, faz com que o armário fique cheio de espaço novo. O ar circula melhor e incrivelmente você passa a ver coisas que nem enxergava mais.
Ah! Que coisa boa!
Esse paralelo me fez descobrir que ao abrir os armários do meu próprio corpo, encontrei muitas dessas coisas inúteis.
Sentimentos sem uso. Sentimentos que não me serviam mais. Aquelas que até são bonitinhos, mas não há por que guarda-los, uma vez que não os usarei nunca.
Liberei o maior espaço que podia. Joguei coisas fora e outras, devolvi a quem me deu.
O resultado?
Espaço interior! Muito espaço. Mente arejada. Coisas novas chegando e uma sensação de liberdade que não tem fim.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Lamentos

A escada parou por menos de 2 minutos.

Foi o tempo de quem estava descendo, chegar ao final para que ela fosse religada, mas foram os 2 minutos mais longos de minha vida.
As pessoas chegavam atrás e reclamavam. Reclamavam e Reclamavam. Faziam isso, repetidas vezes e de forma exaustiva.

"Que absurdo".
" Isso não pode ser assim."
" Vou me atrasar".

Xingavam. Bufavam e eram grosseiras com os funcionários.

Menos de 2 minutos e só o que fizeram foi lamentar.
Ninguém percebeu o fato de que, a escada rolante estava desligada e que "graças" aos 2 minutos parada, o funcionário pode girar a chave e faze-la descer novamente.

Passei por um deles e falei: "Obrigada".
Ele sorriu em meio a um mar de falta de respeito, compreensão e paciência.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Focos de vida

De volta por aqui, depois de outro longo hiato.

Comecei o dia pensativa sobre o fato de estarmos sempre com nossos defeitos, ou nossas falhas pontuais sob um intenso holofote.
Parto do princípio que, se até a lua tem fases, as estações do ano, por que meu humor não pode oscilar? Por que não posso estar reativa, irritada ou quieta e ser respeitada por isso?
Por que isso tem de ser sinal de algum tipo de desequilíbrio ou até de falta de respeito?

Não entendo por que as pessoas focam tanto nos defeitos ou nos erros e deixam passar tantas outras coisas que podem ter tanto mais valor.
Acho complicado a matemática de dezenas de ações legais e pequenos carinhos serem minados diante de um fato negativo isolado.

Infelizmente, tenho altos e baixos e não consigo estar no topo da montanha russa 24 horas por dia, 7 dias na semana, o famoso 24/7.

Tenho meus próprios conflitos, minhas próprias expectativas e não gostaria de ser objeto de projeção.
E ah sim! Antes que eu esqueça: eu erro sem perceber, ok?!
Desculpo-me por isso, por que não estou (assim como todos neste planeta) em estado de consciência eminente. E obrigada a quem aponta essas falhas e sabe releva-las.

Deixo aqui, o trecho de um texto que li essa semana e que acredito caber muito bem:

 Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

terça-feira, 23 de abril de 2013


Eu cheguei ao fundo do poço. 

Senti a temperatura e o cheiro do abismo. Palpei o sofrimento e o desespero e pedi pela morte em algumas orações. Senti asco de todos à minha volta, depois de sentir asco de mim mesma, é claro. 
Me vi cheia de lixo por dentro. Me vi sendo comida por ratos e vermes. 
Uma visão distorcida da realidade.
Me vi sem vida numa manhã no espelho e me vi sendo sugada.
Me esfreguei no banho até quase arrancar a pele e sangrei mutilando partes dos meus dedos. 
Sem forças, sem voz, onde me resumi a lágrima e dor, dor, desespero, medo e mais lágrimas. 
Beijei a insanidade e dela me aproximei como se fossemos uma. 

O abismo interior não é lá lugar muito legal de estar, nem muito confiável. Ha vozes fortes e que falam alto e em bom som. 
Há gritos que ensurdecem a alma. Há frio, um frio irreal e não é a temperatura do ambiente, é a temperatura vital. A vida perde a graça e a vontade de viver escorregue por entre os dedos. 
Há muito culpa. Minha culpa, sua culpa, uma culpa coletiva.
Há uma tentativa absurda de sobreviver. Há ainda uma tentativa maior de levantar, ter vontade, ter ao menos o impulso normal que te tira da cama num dia qualquer. Há vontade de engatar um sorriso, mas não há ignição corporal que faça isso acontecer.

Sim, eu cheguei ao fundo do poço e de lá eu venho escalando pra sair. 
Precisei me afastar. sair de cena, ficar sozinha (de verdade), sentir o hálito da morte e enfim, por as garras pra fora, e num momento de fúria enfiar as unhas na parede. 
Assim, dia-a-dia subo tijolo a tijolo e já vejo um pedacinho de luz, na saída de meu poço.

I'm here and I'm strong as a monster...



sexta-feira, 29 de março de 2013

Alguns adendos sobre mim


- Quando gosto, eu GOSTO. Atravesso céu e terra se for preciso, mas quando alcanço o oposto, ele vem na mesma intensidade.

- Não suporto falsas promessas ou pequenas mentiras. Pode parecer bobo, mas dou valor a palavras e sou muito reminiscente. Jamais me diga algo se não vai poder cumprir de alguma forma.

- Tenho um temperamento terrível. Sou grosseira, sincera demais e acabo magoando quando me sinto atacada. Sempre vou contra atacar com muito mais força. Força exagerada na maioria das vezes, reconheço. Estou trabalhando isso, enquanto não alcancei a plenitude, se não pode lidar com isso, se afaste.

- Sou observadora e tenho um senso de “perigo” apuradíssimo. Não suporto alertar as pessoas sobre certas “ciladas” e não ser ouvida. Dói quando vejo alguém quebrar a cara e pensar: “eu avisei”.

- Não gosto de pressão. Se você plantar uma semente hoje, amanhã não será uma árvore cheia de frutas, portanto, gosto de seguir a natureza uma vez que, sou parte dela.

 - Sou uma pessoa do tipo “seca” e vez por outra um tanto quanto anti-social, porém, com muito amor interno. Se não sei demonstrar, tenha certeza: eu sinto. E EU SINTO é meu verbo de vida. Quando sinto, realmente sinto. Simples assim.

- Pensar em possibilidades e na vida de um modo geral me prejudica algumas vezes. Nem sempre ser racional é sinal de que haverá sucesso no final.

- Adoro surpresas, mas adoro mais ainda fazê-las. Sinto um prazer enorme nos gestos de alegria e gratidão quando posso fazer algo por alguém.

- Amo o frio e a lua e eles tem um efeito enorme sobre mim!

- Curto testar as pessoas. Vez por outra, adoro lançar situações para que as personalidades fiquem desnudas. Cuidado.... você pode estar sendo testado.

- Realmente me reconheço como uma pessoa boa, mas reconheço que tenho um lado sombrio, bem sombrio. Eu posso ser um doce e posso ser o amargo mais profundo que alguém já provou. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Poderia ter sido, mas não foi.

Poderia sim, ser saudade ao invés de raiva.
Mas poderia também ser presença, ao invés de ausência.

Chego ao ponto de cansar das pessoas. Cansar de investir. Cansar de tentar.
Reverte-se culpa em acusação e num mínimo esforço, o máximo dito é "nem sei o que dizer".

Não há mesmo o que dizer, quando nem sequer sabemos o que somos, o que queremos e o que podemos fazer por nossas vidas e vidas alheias.

Esquece-se o "simples" fator RESPONSABILIDADE ao tomar ações e ao se envolver em algo ou com alguém.

Zelo, carinho e cuidado? Não pesam.
Como anda o coração alheio? Que importa? Parece que só o próprio coração tem um fardo pesado. Ledo engano.

Saudade é gostoso de sentir. Sentimento tão singular, que não cabe tradução, mas saudade do que não se tem ou não existe, é nada.

E assim, seguem as relações (des)humanas.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Confiar...

No pai dos burros, Michaelis:

"confiar con.fi.ar (lat confidere) vti e vint 1 Ter confiança, acreditar, fiar-se, ter fé: Não confiava de ninguém. O braço da Providência ampara os que nela confiam. Se não confiasses, não o terias recebido. vtd 2 Entregar com segurança: Receava confiar seu dinheiro. Confiou-lhe a chave do cofre. Não a confiava de mais ninguém. vtd 3 Incumbir, encarregar: Confiou-lhe a delicada tarefa. vtd 4 Comunicar com confiança: Não é prudente confiar problemas íntimos. Confiou-lhe os planos financeiros. Venho confiar de Vossa Senhoria um segredo. vpr 5 Entregar-se cheio de confiança: Confiava-se ao confessor. Confiemo-nos em Deus."

Diante das definições acima, duas me cabem para que o irei redigir.

A primeira faz jus sobre "acreditar". Sim. Acreditar. Simples assim. 
Diante de dias de coração meio duro, resolvi acreditar em alguém. Dei lhe um voto de fé, "confiei". 
Ai, não sei se entra a nojeira humana de um lado, a inocência e "bondade" do outro, ou se ambos. 
O fato é que errei. No vulgo português: "tomei um calote". É algo sem muitos rodeios. Você confia, entrega, conta com a grana e puf! Ok. 

A segunda definição, diz mais a respeito do "entregar com segurança". 
Você passa por situações na vida. Situações que te marcam, como ferro na pele do gado.
Você apresenta cicatrizes imensas. Algumas já definitivamente fechadas, outras ainda são escaras. Sangram, doem e se enfiar o dedo, abrem. A dor é insuportável DE NOVO e pode ser que inflame. 
Você se sente arredio. Você quer algo, mas seus medos, traumas e inúmeras inseguranças que fazem de você um simples ser humano, dizem não. 
Mas você luta, reage e diz a suas feridas: "eu vou". E então, é a hora em que você se sente seguro pra se entregar. "Entregar com segurança" e é como se você simplesmente abrisse o peito e colocasse numa bandeja seu coração.
Ah, sim! Ele ainda bate fraco, quase sem forças, cheio de marcas, mas você acha que pode. Que deve essa chance a ele e que afinal, acredita que quem o receberá fará bom uso e quem sabe até, lhe proverá reparos, curativos e uma dose de atenção. 

E então, você descobre que entregou com tanta segurança que não percebeu o erro. 

Confiar, um ato simples por vezes, necessário por outras, mas que gera o antônimo tão temido: "descrer". 

Por escolha, elejo novamente me fechar, duvidar, desincumbir e desencarregar, qualquer que seja o antônimo, de um ato tão bonito, posto que ainda não encontrei quem mereça as definições lá de cima. 

É de dar pena ver algo que leva-se tanto tempo pra construir, se perder em frações. 






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Recomeçar...

Deveria ser simples.
Deveria poder ocorrer a qualquer momento.
Deveria ser feliz.

Recomeço...

Palavrinha pequena e tão pesada.

Fiz minha faxina interior. Joguei fora todo o lixo que havia e abri espaço para o novo, o belo e o merecido.
Sim! Eu mereço recomeçar minha vida e sim! Eu mereço passar por ela em plena felicidade.
Mas, por que parece tão complicado?

Há um pesar no reinício.
A razão exerce enorme força sobre a emoção.
Os pensamentos não param e há o medo, os receios, as cobranças pessoais do "e se eu falhar de novo?"
Junta-se tudo isso e o resultado final é o uma pessoa arredia que tem um coração que quer loucamente viver e uma cabeça que diz: "vá com calma e não erre de novo".


Conversando com um amigo (muito querido), ele me disse: "É como andar de bicicleta. Você cai e recomeça".
O contexto todo do "papo cabeça" foi editado e claro, me fez rir demais, mas seria lindo se fosse tão fácil quanto pedalar.

A vida é um ciclo. Sigamos!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Um manifesto àquilo que chamo de coração...


Um lamento pessoal, cantado e contado a mim mesma.
Sem lamúrias, sem excessos.
Sem encher ouvidos alheios. Apenas olhos que queiram enxergar.

Ah, o coração!
Parece bater separado ao peito.
Parece sofrer de um mal, um mimo, feito filhos teimosos de uma mãe exausta.
Crianças travessas, desagradáveis e que insistem em fazer aquilo que a mãe suplicou pelo não, sob a ameaça de um castigo.

Ah, coração! Seu estúpido!
Insiste em acelerar, quando deve acalmar.
Insiste em pulsar como fogo, quando seu papel era ficar denso feito gelo.
Insiste em tomar as rédeas da razão.
Mandar ela a escanteio e dominar o jogo.

E me pergunto: “razão, cadê você, por favor?”
E quase posso ouvir a resposta: “me entreguei”.

Eu lamento coração, que você aja sem meu consentimento
(E há horas em que me orgulho disso).
Lamento seu jeito, impensado de ser
(Ou quem sabe, seja muito sábio).

Questiono o porquê de o coração representar as paixões.
Logo entendo:

Coração é fôlego.
É o pulsar profundo.
É o que aquece o corpo.
E fortalece a alma.

Coração é renovação.
É filtrar o velho,
É dar gás ao novo.
É tirar o sujo,
E repor o limpo.

Coração é o centro da vida.
É o centro do corpo.
É o baú das emoções,
E a caixinha de pandora.

Coração é um bicho esquisito.
Só quer amar, mesmo que e ainda, não seja amado.
E na melodia eterna do “Tum Tum! Tum Tum!" 
Há um descompasso, tão compassado que inspira a cantar. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Já dizia Renato...


..."Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância. Esperando por um pouco de afeição".

E ai eu digo: Grande Renato!
Como sempre, frases precisas. 

Sim. O mal do século é a solidão. 
Temos mais compromissos e até mais "vida social", ainda assim, estamos cercados de pessoas vazias, coisas vazias, vidas vazias, teorias vazias, amores vazios, carinhos vazios. 
E tudo não passa de um grande vazio preenchido de qualquer forma.


Vejo as pessoas cada vez mais fechadas em seus próprios mundos.
Ok! Não sou a favor de se cantar aos 4 ventos a vida pessoal. Eu mesma, sou deveras reservada, mas sou só amor com meus próximos. Gestos como trazer um chocolate de um passeio ou mandar um sms só pra dizer o quanto estou com saudade, fazem parte do meu ser. Sendo assim, sinto falta da retribuição. E não que eu faça esperando pelo mesmo, mas é ai que perceber o quanto as pessoas estão alheias a nossos gestos de carinho...
Quando você traz um chocolate e diz à alguém: "Ei, trouxe pra você", com um sorriso de orelha a orelha e semanas depois, você percebe que o chocolate está pegando pó no armário.

Quando você mora com mais de uma pessoa e ainda assim, se sente só.
Quando você sai com um grupo de amigos e parece estar sozinho.

Solidão, nem sempre significa estar sozinho. Não fisicamente.
Solidão é um estado de espírito, tal qual a felicidade, mas não andam juntos. Nunca andaram e nunca andarão. Ninguém é feliz sozinho e talvez quando muitos caiam em si, seja tarde. Muito tarde.

A música citada, chama "esperando por mim"... que sensação gostosa a de ter alguém esperando por nós. Com olhos que brilham como estrelas e sorrisos que queimam a alma de tanta alegria. Abraços que apertam o coração, de vontade de não soltar.
Falta intensidade, falta envolvimento.

E no fim, cabe á mim:


"Hoje não estava nada bem 
Mas a tempestade me distrai 
Gosto dos pingos de chuva 
Dos relâmpagos e dos trovões"