sábado, 27 de agosto de 2011


Tenho me permitido questionar diversas coisas e entre elas estão crenças, mitos e fatos que carrego desde sempre. 
Sinceramente, não entendo como as pessoas não conseguem fazer o mesmo. E não só não conseguem, como simplesmente não querem.
Aceitar verdades e tomá-las como absolutas me parece um tanto quanto absurdo. A verdade não é uma ciência exata, mas, sim, algo que está relacionado com valores, cultura e educação. Sendo assim, acreditar em vida fora do planeta Terra é uma verdade absoluta inerente à minha pessoa e pode não ser a sua. 

Questiono com o propósito de sair da "mediocridade" (para quem não sabe ser medíocre é estar na média, no meio, sem posicionamento) e percebo o quanto isso faz de mim uma pessoa até "incompreendida" por outras (não que eu me importe com isso, mas, é).

Se questiono a existência de Deus, na forma como ele é colocado em nossa cultura, estou virando ateia (e já ouvi ao expor minha opinião algumas vezes, a expressão: "ai credo").
Se questiono o fato de um ser que detém o amor incondicional e é pura misericórdia, ficar irado ou castigar pessoas que não fazem o que ele "manda", sou pecadora ou estou blasfemando. 
Se questiono o fato de um reles mortal ouvir minhas confissões e pecado e me absolver deles, corro o risco de ser linchada por ai. Isso não é respeito. 


Nunca aceitei promessas. Que coisa mais nonsense. Quer dizer que Deus é um barganhador? Ele te dá o que você quer, se você sei lá, não comer peixe por 1 ano ou for até a basílica de Aparecida levar uma espécie de oferenda? Que ser banhado no amor eterno é esse que colocam por ai, né?! Fazer promessas não entra em contradição com a própria imagem de Deus, Jesus ou qualquer outro ser iluminado? E as pessoas aceitam isso, sem ao menos questionarem coisas óbvias, como por exemplo: "O que Deus ganhará com isso?" ou "Será que precisa disso?"


Ainda essa semana um vídeo se espalhou pela internet. O Yudi (apresentador infantil) leva um "trote" da voz do google tradutor. É engraçado, eu dei risada, mas, fui procurar saber se era real e (não surpresa) não é. Foi uma montagem. Acontece, que as pessoas não fazem isso. Simplesmente, começam a espalhar aquilo como se fosse verdade e assim fazem com programas de TV, notícias, e tudo mais - vide o caso de "A guerra dos mundos" narrado por Oson Wells em 1938. 

Não quero com esse post atacar ninguém, nem tampouco desdenhar da fé de alguém. Cada um faz aquilo que acha certo. Cada um deve seguir as suas verdades, mas, por favor não comportem-se como ovelhas sendo levadas pelo pastor, sem nem ao menos saber onde irá e por qual razão. 

Questionem! Busquem respostas e parem de aceitar e engolir as coisas sem ao menos mastigá-las. No final, tudo isso poderá acabar em uma grande má digestão. 

Abaixo, um vídeo que adoro e vejo sempre que posso. Alguns nem se quer se darão ao trabalho de terminar de vê-lo, por que irão considerar falta de respeito ou babaquice, mas, quem se der esse trabalho, faça apenas uma única coisa: Reflita!




Por milhares de anos, muitos de nós tomamos isso ai de cima como verdade absoluta, sem se quer pensar nas possibilidades colocadas por George Carlin.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pessoas diferenciadas

Dia desses fiquei triste ao saber que um amigo muito querido sofre de depressão. 
Sei que esse é um "mau moderno", mas, ainda assim, ele é um diagnóstico bem triste pra quem tem e pra quem faz parte do meio.
Passei a analisar diversas pessoas que são meio down e um tanto quanto "deprês". 

Claro, que assim como em tantas outras coisas na vida há várias razões de ser. Penso que em alguns caso isolados seja essa uma fuga e uma forma de chamar a atenção de quem está a nossa volta, digamos que seja um apelo desesperado de quem não sabe como ter atenção, carinho, enfim... 

Mas, em algumas pessoas que se destacam de alguma forma (digamos assim), a depressão é inevitável, isso por que, todos ao redor começam a parecer medianos demais, sem argumentos, sem ação, sem questionamentos. 


Confesso que em minha nova fase, sinto-me um tanto quanto deprimida com as pessoas e de um modo geral isso não tem muito a ver com a forma como o governo conduz o país, ou como as pessoas estão violentas. É algo muito mais existencial, de essência, é algo que tem a ver com o ser, com a individualidade. 
Observo dia após e dia e vejo pessoas conformadas, cheias de cabrestos, cegas, que só sabem reclamar e não se movem, esperam que algo caia dos céus pra que possam viver melhor e na maioria dos casos usam "Deus" de muletas, diante destas pessoas, é muito comum ouvir: "Deus que quis assim". "É a vontade de Deus". "Se Deus quiser" e muito mais. 


Pessoas, é bacana ter uma crença, algo em que se apegar, ter fé, mas, é mais bacana ter fé em você! Quem faz as ações é VOCÊ!!! "Deus" (ou como queiram chamar - eu já não uso mais muito esse termo), pode ajeitar o caminho, mas, quem precisa caminhar e mover as pedras é você. 


Voltando ao assunto, a depressão na verdade nada mais é (em meu ponto de vista) algo que aflige pessoas extremamente inteligentes, maduras ou bem resolvidas que tem uma visão de mundo diferenciada e que por essa razão a convivência com o resto das pessoas vai se tornando amarga, dura, difícil... são os intelectuais solitários, que nunca encontram ninguém a "altura" pra que possam conversar, trocar idéias, debater e ser feliz e que, por essa razão vão se isolando mais e mais em seus mundinhos solitários e que frequentemente terão por companhia seus livros, as músicas de seus gostos e dias vazios. 




Atila, amigo meu, espero não se importar por ter usado você como inspiração. Eu realmente, fiquei um tanto quanto chateada por saber o grande diferencial que existe ai dentro (tão quanto o seu tamanho físico) abafado pela angústia da busca por alguém como você ser frustrada. 
Espero que você aceite meu convite (com cara de conselho rs). 
Força, garra e vamos sair dessa!!!



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falta de confiança no outro... ou em si mesmo?

Pessoas que são autônomas (não importa o ramo) frequentemente sofrem com esse mal, essa "coisa" que as pessoas tem e que parece tornar-se algo mais e mais comum: a falta de confiança. 
Fulano vem, contrata um serviço ou compra um produto de uma loja virtual, dá um sinal ou paga antecipado com frete e ai fica achando que o serviço/produto não será entregue. 

Imagino que muitos casos onde lojas lesam pessoas e até mesmo profissionais (que pra mim estão mais pra charlatões) que acabam ganhando grana de enganar o cliente, sejam um dos grande motivos pra isso, mas, sempre tive um pensamento que talvez muitos não partilhem:
A pessoa desconfiada é aquela que "vive" isso de alguma forma. 
Sendo mais clara (e não me levem a mal, ok?! rs): quando vou contratar um serviço onde é preciso dar um sinal, eu me certifico, troco e-mails com o profissional e de repente, até faço um recibo desconfiança as condições combinadas e então, eu espero. 
Não fico pensando que a pessoa não cumprirá a sua parte ou que não irá me enganar trabalho e sabe por que? Por que eu não sou assim! Jamais receberia uma grana e não entregaria o serviço ou deixaria de entregar um produto que vendi em minha loja virtual. Logo, se não sou assim, eu não vibro nessa frequência e desta forma, acabo deixando o profissional mais livre pra fazer o que é preciso.

Eu sou autônoma e confesso, que me sinto hiper mal quando algum cliente demonstra desconfiança. É algo que dá pra perceber, dá pra sentir, dá pra notar (e muito) e ai me pergunto: a chance de "calote" não é 50 / 50?
Da mesma forma que posso não entregar o trabalho, a pessoa poderá não me pagar o restante, correto?
Contando um caso pessoal, certa vez, vendi pra uma pessoa 200 lembrancinhas de nascimento. Ela ficava em cima, pra saber se estava pronto, se eu ia entregar no prazo, etc. Combinei de levar à casa dela e já no ato pegar os outros 50% que faltavam. Chegando lá, subi ao apartamento e quem me recebeu foi a empregada (ela havia me dito que estaria lá). Ela recebeu, assinou o recibo e me disse que a Dna.... pediu pra avisar que me faria uma transferência ainda naquela tarde. Eu esperei e nada. Passou um dia e nada. Passou uma semana e nada. Tentei contato, ela não me atendia, não respondia meus e-mails... passou mais de 1 mês, quando ameacei tomar outras medidas (pois tinha todo o histórico da negociação), ela se manifestou (ó! Que coisa!). Ela me pagou, depois de muita canseira.  E ai me pergunto: ela desconfiava de mim quando me cobrava ou apenas não queria que eu fizesse como ela faz?

Pessoas, deixem as coisas rolarem nos conformes. Se você não é "bração" não precisa buzinar pra alguém que está avançando um pouco mais na esquina, senão, não consegue ter visão pra sair... ou não precisa xingar alguém pra se defender, assim, a pessoa não terá a chance de saber quem realmente é você.

Confie e desta forma, não fique jogando ao Universo a possibilidade de ser passado pra trás.
Fica a dica!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Viva o sexo oral! Por *Adriano Silva


Sem muito "trololó" um dos melhores textos que já li... copio na íntegra. Retirado da revista Nova. 

Viva o sexo oral!Por *Adriano Silva


“Não consigo entender homem que não gosta de fazer sexo oral na mulher. É um pouco como não gostar de chocolate, de sorvete ou de pizza. Conversar bem de pertinho com a xoxota (não me leve a mal, é um termo querido e carinhoso) da mulher amada é um desses prazeres absolutos que deveriam pairar acima das diferenças de gosto individuais, entrar no currículo de todas as escolas de ensino médio, constar na Constituição dos países como um direito inalienável – e, ao mesmo tempo, um dever cívico – de qualquer cidadão que se dê ao respeito.
A única explicação que encontro para a inapetência bucal de alguns homens – minhas condolências para o namorado ou marido que pertencem a essa estirpe – é que, no fundo, eles não gostam de mulher. São homens que se dizem heterossexuais e românticos, mas não amam de verdade o delicado e poderoso universo feminino. São sujeitos metidos a machões que no fundo gostam mesmo é de pêlos, músculos e testosterona. Se fossem romanos, viveriam nas termas com seus colegas centuriões, caçoando das mulheres, cercados de jovens mancebos seminus.
Acredito que homens assim costumam considerar as mulheres seres inferiores. Têm nojo de vagina. Sentem asco das umidades, das reentrâncias, das texturas, das sensacionais fragrâncias do corpo feminino. E enxergam submissão no ato de colocar a boca na genitália alheia. Por isso adoram ganhar sexo oral, mas dariam um testículo para não retribuir de jeito algum. E não raro fazem questão de ganhar o seu em pé, obrigando a mulher a se prostrar de joelhos à sua frente. Gozam mais com essa falsa sensação de poder e dominação do que com qualquer outra coisa. Um desbalanço, uma injustiça e um contra-senso contra os quais esta coluna se insurge indignadamente.
Eu sei, muitas mulheres, mesmo as modernas e independentes, ainda não se sentem completamente à vontade na hora de receber esse carinho. Aliás, de tão tensas, apreensivas e constrangidas, mal conseguem relaxar, curtir e sentir prazer. É o seu caso? Vamos lá... Você tem muito a ganhar perdendo a vergonha, sabia? Pare de achar que suas fendas, orifícios, curvas, retas e mucosas não são um bom lugar para um sujeito passear com sua língua. Eles são o paraíso! Posso garantir isso a você.
Não há nada mais encantador e saboroso, para o homem que sabe o que quer, do que a vulva, o clitóris, os aromas hormonais, a greta rósea, os pelinhos perfumados e sedosos. Afundar os lábios, o nariz, o queixo, o rosto inteiro nesses desvãos e esconderijos é a expressão máxima da excitação masculina, da doce entrega de um homem aos mil prazeres que só uma mulher pode proporcionar.
Poucas sensações no mundo são tão boas quanto baixar a calcinha da namorada, acredite. Sentir o cheiro quente e o toque macio daquelas carnes túrgidas e privadas, da intimidade alheia se abrindo inteira para você. Beijar com vagar e volúpia os pequenos e grandes lábios, carnudos, reluzentes, intumescidos. Lambuzar-se por inteiro nos líquidos cristalinos que só um gineceu pronto para o acasalamento sabe produzir – e sorver o seu gosto ímpar, raro, inesquecível.
Sexo oral é sofisticação do paladar, iguaria gastronômica, refinamento do olfato e de todos os sentidos. Sexo oral é quitute, é biju, é bouquet, é comida fina – não pode ser um tabu. Sexo oral é coisa de quem sabe viver. De quem é feliz e gosta de fazer feliz. Sexo oral é bom de ganhar e muito melhor de fazer. O homem que não souber disso não merece o chope que bebe. E não merece você."

Texto de Adriano Silva, jornalista e um profundo admirador do universo feminino. Retirado de uma Revista Nova bem velha.