Fui criada numa família onde prezamos a sinceridade como uma das virtudes mais bonitas em um ser humano.
Minha mãe abominava a mentira e lembro-me que as poucas vezes que tentei mentir, não deu certo rs.
Por essa razão percebi que não tinha muto talento pra "mentirosa".
Logo, eu era aquele tipo de filha que falava tudo que queria, que contava aos meus pais quando tinha um encontro com um ficante (existe isso ainda? rs), falei diversas vezes de meus sentimentos aos prantos durante os jantares, enfim, claro, que muitas vezes errei o tom, fui grosseira, arrogante, falei alto, levei uns tapas na boca por isso e já fui dormir sob a ameaça de ficar sem meus dentes haha ah meu pai! Palavras duras, olhar sincero carregado de informações. Não precisava mais nada, nenhuma agressão no mundo teria mais efeito que aquele olhar...
De um modo geral adoro ser franca! Amo poder ser transparente, sem máscaras, sem meias verdades.
De vez em quando eu adoooorooo causar polêmica ou falar algo que as pessoas discordam completamente. E não! Eu não faço isso pra ser do contra. Eu faço isso pra ver como as pessoas reagem, faço isso pra instigar as pessoas a pensarem, a olharem pra si e a sua volta.
Mas, ai eu me pergunto sempre: por que raios a verdade incomoda tanto?
Hoje, já tenho algumas respostas, e por isso (confesso) me divirto ainda mais com reações do tipo: "Nossa! Como você é grossa!" ou "Nossa, como você é azeda."
Não! Eu não sou grossa, muito menos azeda! Obrigada!
Há uma diferença IMENSA entre ser grossa e ser sincera. A pessoa grossa fala coisas sem pensar, com o intuito de magoar, de forma ruim, a sincera, apenas diz a verdade. E se doer.. faz parte! Ninguém morre por ouvir uma coisinha aqui e outra ali.
Apenas sou uma pessoa que personalidade forte, que sei o que quero e acredito em MINHAS verdades. Se hoje, fazer a coisa X me agrada mais que a Y, então é isso que quero pra mim. Amanhã, se eu voltar a gostar da coisa Y, ótimo! Pareço inconstante? Legal. Já dizia Raulzito: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Eu tenho aprendido muito com as verdades que ouço a meu respeito. Ouço, reflito e caso haja razão no que foi dito, eu esforço-me pra mudar ou pra mostrar ao outro que sou assim, e nesse caso, ame-me ou deixe-me.
O "caso haja razão" é por que nem tudo que nos dizem é verdade absoluta, mas, gosto da filosofia de "onde há fumaça, há fogo" e por essa razão SEMPRE reflito, mesmo quando logo de cara eu penso: "Nem fudendo!!! Isso não é verdade. Eu não sou assim".
Se eu não quero ir a um lugar, simplesmente digo: Hoje não.
Se a comida de alguém não está tão boa: eu lhe respondo a verdade caso eu seja questionada.
Se acho uma pessoa bonita, inteligente ou qualquer outra coisa: eu falo, sem medo de ser mal interpretada.
Se quero muito fazer algo: eu demonstro (caso não possa ser tão direta).
Se não gosto de uma atitude: alerto!
Se sinto vontade de chorar lendo um livro ou vendo um filme, eu choro litros! Se alguém achar graça, é por que no fundo queria poder ter a capacidade de chorar também.
Se estou a fim de rir alto, eu rio! Por que ser feliz me consome tanto que não posso guardar pra mim.
Se acho que algo está errado eu dou minha opinião, concorda quem quer...
Não quero discípulos. Quero apenas por pra fora aquilo que penso. Por que aquilo que penso, faz parte de mim.
Devemos valorizar cada pessoa que sabe ser sincera. Não é fácil! Pessoas assim não são tão queridas pela "sociedade", por isso, alguns preferem serem queridos à sinceros.
Os sinceros nos fazem ver coisas que muitos "amigos" escondem atrás de sorrisinhos.
A sinceridade faz bem a quem dá e a quem recebe. A quem dá tira o peso de guardar algo que não quer, a quem recebe é um tesouro, de valor inestimável, pena que ninguém vê.
Vi um vídeo agora, que veio bem a calhar:
